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« dezembro 2006 | Home | fevereiro 2007 »

Seja um Educador Nota 10 este ano

Agenda - Um dos prêmios mais disputados por educadores de todo o Brasil já definiu suas datas de inscrição. A partir de 11 de junho, educadores poderão concorrer ao Prêmio Educador Nota 10, com projetos que já estejam em andamento na sua escola e que mostrem maneiras inovadoras de praticar o ensino.

De acordo com a coordenadora do projeto, Regina Scarpa, "o Prêmio Educador Nota 10 acontece todos os anos desde 1998 e neste ano, as inscrições da 10ª edição do Educador Nota 10 vão de 11 de junho a 06 de julho". Os finalistas premiados participarão de uma cerimônia no dia 15 de outubro. A Fundação Victor Civita, que realiza o prêmio, irá divulgar mais informações no decorrer do ano. No site da Fundação é possível ter informação sobre os projetos premiados nas edições passadas.

Publicado por renata em 31 de janeiro de 2007

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Escolas se inscrevem em 1/2 para Descubra a Orquestra

Agenda - A OSESP (Orquesta Sinfônica do Estado de São Paulo) criou, através da Coordenadoria de Programas Educacionais em 2001, o programa Descubra a Orquestra. Com ele, professores e alunos de escolas públicas podem fazer cursos e conhecer mais sobre música clássica com a OSESP. Em 2007, o programa terá inscrições abertas a partir do dia 1o de fevereiro e os professores poderão acessar uma ficha no site, preenchê-la e entregar à coordenadoria educacional da OSESP.

O programa tem periodicidade semestral e é dividido por faixa etária. De acordo com a OSESP, para participar, o professor deve se inscrever em um dos cursos oferecidos pela Formação de Professores e, no ato da inscrição, escolher um dos eventos da Formação de Público para trazer seus alunos. Além disso, se houver disponibilidade de vagas, o professor pode escolher participar das Atividades na OSESP. Parte da carga horária do curso de Formação de Professores será desenvolvida à distância (via internet). Ao concluir o curso, atendendo a todos os requisitos de aprovação, o professor receberá um certificado de conclusão validado pela CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas.

Publicado por renata em 29 de janeiro de 2007

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MEC discute mestrado em educação a distância

Notícia - O Ministério da Educação revelou recentemente discutir uma nova possibilidade de formação para a área de educação: um curso de mestrado a distância. O assunto foi discutido no último dia 18 de janeiro, durante reunião com representantes da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) e da Universidade Virtual Pública do Brasil (Unirede), além de coordenadores de programas de pós-graduação de diversas universidades do país.

Os participantes da discussão discutiram temas como área de atuação e modalidade em que será realizado o curso, se o mestrado será profissional ou acadêmico e a utilização das diversas tecnologias educacionais. De acordo com o secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, serão seguidas as diretrizes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes/MEC). "A Seed/MEC não é formuladora da proposta, nosso papel aqui é o de ajudar no processo de articulação", afirmou ainda o secretário.

Ainda de acordo com a Seed/MEC, o passo seguinte caberá ao comitê político da Unirede que irá levantar as linhas de pesquisas já utilizadas em outras instituições e universidades que já têm competência na área de educação. Após o levantamento serão feitas outras reuniões para que as decisões sobre a implantação do mestrado em educação a distância sejam mais definidas.

Publicado por renata em 25 de janeiro de 2007

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Mediação, conhecimento e informação

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Edmir Perroti, professor da disciplina de pós-graduação Infoeducação. (Crédito: Arquivo Pessoal)

Entrevista - O professor Edmir Perroti, do Centro de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP, ministra uma disciplina que estará na ponta da língua dos educadores em 2007. Infoeducação é um termo que designa a preocupação de unir ao cotidiano tradicional da sala de aula um dos bens mais importantes atualmente. A informação, por si só, não é o único objetivo da infoeducação. Absorver o conhecimento e interpretar a informação é maior trabalho que, segundo o professor, não pode ser deixado de lado. Veja a entrevista.

Quais os projetos que o senhor está envolvido atualmente?

No Centro de Biblioteconomia e Documentação temos um projeto fundamental para este ano, iremos trabalhar no desenvolvimento de um Núcleo de Pesquisa em Infoeducação. Com isso, pretendemos realmente lançar a questão da investigação nesse campo como um aspecto importante do panorama científico brasileiro. Estamos trabalhando portanto para a constituição desse núcleo em um trabalho pioneiro internacionalmente. Normalmente, existem apenas iniciativas na área de ciência da informação ou biblioteconomia, ou por outro lado na áre a de educação. Uma abordagem que reúna esses dois campos como uma questão a ser estudada e abordada, tratadas juntamente de forma integrada, é algo totalmente novo.

Sua especialidade é ciência da informação e educação. Quais as boas novidades e quais os pontos dessas áreas que os professores devem ficar atentos?

Os professores precisam primeiro perceber que deixaram de ser o pólo exclusivo e privilegiado de informação para os alunos. Eles até ainda têm essa função mas hoje tem a concorrência de outras fontes, institucionais, tecnológicas que mudam completamente a posição do professor. Se há algo importante para o professor entender é que ele não é mais essencial enquanto transmissor mas sim enquanto mediador de fontes de informação. Muitas vezes os alunos se perdem no excesso de informação. Mais do que nunca o professor não deve só dar o peixe mas ensinar a pescar mais do que nunca.

Essa mudança é algo bom na medida em que não se tem mais uma educação circunscrita a um único pólo. Há uma pluralidade de informações que nos força a sair da limitação da visão única, exclusiva. Isso não significa, no entanto, dispensar o papel inicial do professor mas repensá-lo como mediador.

Como podemos definir conceitos como informação, conhecimento e mediação?

A maior dificuldade está em transformar informação em conhecimento. Sempre entendemos a educação como algo mecânico. O professor dava a informação para o aluno e ele que tratasse de a transformar em conhecimento.

O que ninguém atenta nisso é que se tinha alunos que traziam contextos para a sala de aula. Os lugares onde viviam, o nível cultural que haviam obtido e as culturas em que estavam inseridos davam elementos para que essas crianças realmente produzissem significados e sentidos para o que recebiam. Nessa época não vivíamos em um mundo como o de hoje, cercado de informações livremente disponíveis.

Atualmente as informações disputam com culturas e contextos o processo de produção de conhecimento. Está tudo muito descosturado e há todo um trabalho a ser feito pelo professor, junto com os jovens, da constituição de um sentido. Isso pressupõe um trabalho de mediação totalmente diferente do passado. Já que o aluno tem acesso à informação, é preciso guiá-lo com um procedimento e trabalhar a construção de significado. Isso não é simples, é gradativo, lento e permanente. É necessária muita discussão e elaboração das informações para que essa possibilidade de acesso seja efetivamente um ganho.

É importante notar que é essencial haver essa compreensão de que os tempos mudaram. A transformação da informação para o conhecimento é algo construido sócio-culturamente. Se não notarmos isso, enfrentaremos uma grande crise. Iremos jogar informação nas cabeças dos alunos mas eles não conseguirão processá-las. Há três fases para esse processo, o de produção, o de difusão e o de recepção. A recepção tem que ser diferente de uma apropriação. No passado, por condições históricas, a escola confundia a recepção e a apropriação. Hoje não é assim. Só receber a informação sem que haja um trabalho novo para construção de significado, gera uma crise real.

Qual a sua opinião sobre o uso pelos professores de ferramentas online como blogs para a aprendizagem?

É essencial que os professores não se separem da sociedade. Se todos nós hoje temos que viver num processo permanente de reaprendizado, de familiarização com ferramentas de tecnologia, por exemplo, o professor não pode ficar de fora. Até um aposentado que quer receber sua aposentadoria precisa aprender a usar uma ferramenta relativamente nova, o cartão magnético dos caixas eletrônicos. Então, todos nós temos que aprender algo em várias situações na nossa vida. Não é algo circunscrito à área profissional de educação. Não se trata de ter uma abordagem futurista, "educar as crianças de amanhã", não é isso. É o presente que nos afeta a todos. Se não nos educarmos - porq ue não fomos educados, nenhum de nós teve informação em primeira mão sobre infoeducação - se não aprendermos várias operações, não teremos como nos mexer nesse mundo que aí está.

Daí se vê que nós, professores, temos um problema muito sério. Temos que decidir o que iremos fazer com a avalanche de informação que nos chega toda hora. Temos que não apenas aprender a mexer nas máquinas mas aprender a organizar as nossas informações. O professor tem um papel essencial a desempenhar com os alunos e com sua própria classe. Se não forem os professores os usuários e beneficiados com a tecnologia, não terão condições de fazer com que as crianças e os jovens que necessitam dela sejam também.

Publicado por renata em 23 de janeiro de 2007

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Embrapa beneficia escolas com tecnologia

Notícia - A Embrapa do Amapá beneficiará com tecnologia as Escolas Famílias do estado. Cinco escolas localizadas na zona rural do estado realizarão atividades numa parceria da Embrapa Amapá, Rurap e Rede das Associações das Escolas Famílias do Amapá (Raefap).

O projeto "Transferência de Tecnologias e Conhecimentos em Apoio à Inclusão Tecnológica e ao Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar no Estado do Amapá" envolve diversas atividades que beneficarão 726 alunos. A expectativa é que o projeto dure três anos. Os estudantes - filhos de agricultores - terão cursos e palestras abordando temas como produção de mudas frutíferas, associativismo e cooperativismo, plantio sem queimadas, manejo florestal de espécies arbóreas de várzea, manejo florestal para uso múltiplo, irrigação e criação de abelhas.

De acordo com o agrônomo Jackson dos Santos, coordenador da iniciativa, o projeto é de inclusão tecnológica e social. Também será feito um diagnóstico socioeconômico das unidades familiares dos alunos, a partir dos indicadores capacitação, emprego e renda agrícolas. Uma das metas é identificar se os conhecimentos e tecnologias adquiridos nas escolas famílias têm sido aplicados nas unidades produtivas. De acordo com a economista Milza Barreto, pesquisadora da Embrapa Amapá, ao final do projeto será publicado um livro sobre agricultura familiar e pedagogia.

O projeto beneficiará as seguintes escolas famílias:

Escola Família Agroextrativista do Carvão (Efac)

Escola Família Agrícola do Pacuí (Efap)

Escola Família Agroextrativista do Maracá (Efaexma)

Escola Família Agroextrativista da Colônia do Cedro (Efacce)

Escola Família Agrícola da Perimetral Norte (Efapen).

Publicado por renata em 22 de janeiro de 2007

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Lançado o projeto brasileiro "Um computador por aluno"

Notícia - O Ministério da Educação divulgou que começará em março o projeto-piloto do programa Um Computador por Aluno (UCA), que vai levar equipamentos portáteis para estudantes e professores de ensino básico da rede pública. A iniciativa será implementada em dez escolas de sete estados (Amazonas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins) e do Distrito Federal.

O diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), Espartaco Madureira Coelho, declarou que o projeto-piloto vai avaliar a funcionalidade pedagógica da máquina em sala de aula. "Será possível avaliar questões como capacitação de professores, funcionalidade, condições de uso, interatividade entre os alunos e segurança dos aparelhos na escola", enumera.

A proposta começou a ser discutida há um ano por três centros de pesquisa públicos que avaliam as características e especificações técnicas dos equipamentos: Centro de Pesquisas Renato Archer da Universidade de Campinas (Cenpra/Unicamp); Fundação Certi, vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina; e Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/USP). Participam da discussão pesquisadores de universidades, que analisam os potenciais pedagógicos dos aparelhos.

Serão distribuídos três modelos de computadores no projeto-piloto, mas cada escola vai receber apenas um tipo: Classmate da Intel, XO da OLPC ou Mobilis da Encore. O MEC vai liberar 1.840 máquinas doadas pelas empresas fabricantes. A previsão é de que o projeto-piloto termine no fim do ano letivo.

Metodologia - Cada escola vai trabalhar com os computadores em níveis de ensino diferentes e com metodologia distinta para avaliar o potencial pedagógico de cada equipamento. De acordo com a professora Léa Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que coordenará o projeto no estado com computadores do modelo XO, os equipamentos serão distribuídos em uma escola pequena, para 350 alunos.

"Aqui os alunos terão um computador só para eles, mas em São Paulo, por exemplo, as máquinas serão trabalhadas numa escola maior e, por isso, haverá rodízio para a sua utilização", explica. Isso significa, segundo ela, que os computadores poderão ser usados por uma turma a cada turno.

O programa Um Computador por Aluno é uma iniciativa do governo federal, cuja execução está a cargo dos ministérios da Educação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Ciência e Tecnologia. Também participam a Casa Civil, o Serpro e universidades. (Notícia reproduzida do portal do Ministério da Educação)

Publicado por renata em 22 de janeiro de 2007

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