![]() |
|
|
|
|
« TecEduc: Os dilemas do professor pronto para a era digital | Home | Educador Nota 10 divulga premiados » Tec Educ mostra cenário da educação no futuro
Congressista descansa entre as oficinas na "Sala Inteligente". (Crédito: Yahoo! Busca Educação/Renata Aquino) Brasil, letramento digital, mapa e internacionais O primeiro conferencista foi Ronaldo Mota, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC). Mota deixou claro que na educação "as relações atualmente são diversas; antes, você tinha o modelo da academia de transferência de conhecimento e a realidade agora é diferente". De acordo com o palestrante, o professor precisa atentar para o novo modelo de aprendizado colaborativo e descentralizado. No Brasil, a importância de estar pronto para esse novo modelo é ainda maior. "O Brasil é um país cheio de desigualdades sociais e educacionais e as novas tecnologias ajudam a enfrentar esses aspectos no nosso país", disse Mota. José Armando Valente, professor do departamento de Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp, falou sobre o aprendizado na era digital. Para melhoria desse aprendizado, na opinião do palestrante, é preciso que se reflita sobre os diferentes modelos de letramento digital. "As pessoas já utilizam a tecnologia de modo natural no dia-a-dia, como uma caixa de supermercado que registra as compras com auxílio de um software, o que falta é a educação ser também um espaço onde essa familiarização aconteça", afirmou o professor. O letramento, um conceito mais aplicado para a utilização da leitura e escrita, precisa ser ampliado para incluir a utilização do mundo digital. Valente citou o teórico da comunicação Marshall McLuhan e enfatizou que "os meios estão saindo de um modelo analógico, da concepção eletromecânica da comunicação, para outra totalmente oposta, a digital". "Essa não é uma passagem tranqüila, tem sérias implicações econômicas, basta acompanhar a trajetória da empresa Kodak à fotografia tradicional", completou Valente. O professor citou ainda a importância dos trabalhos de teóricos como Lev Manovich, Yochai Benkler e o brasileiro Gilson Schwarz para a compreensão da era digital. A mesa-redonda que se seguiu à conferência de abertura trouxe pesquisadores da FE-USP renomados na área de educação a distância (EAD). Stella Piconez, pesquisadora do Núcleo de Educação a Distância, presidiu a mesa iniciando a apresentação com uma provocação "atualmente todos pedem que o professor seja pesquisador, mas quem tem que pesquisar é o aluno, o professor tem o papel de incentivar esse aprendizado". A pesquisa que deve ser feita pelo professor, de acordo com a palestrante, é sobre sua própria didática e preparação de aula e a busca de informação sobre educação no Brasil, "o professor pesquisa sobre aquilo ele faz", afirmou a professora. Silvia Dotta do Lapeq/FE-USP, fez um relato de seu projeto para formação de professores em rede e a pesquisa sobre o diálogo virtual. Um dos aspectos interessantes em projetos de EAD, de acordo com Silvia, "é a nova linguagem para comunicação nesse ambiente, precisamos ver se ela é própria do meio virtual, se é híbrida, quais suas características principais". A pesquisadora criticou programas que "apenas transferem" práticas do ensino presencial para o meio virtual. "A linguagem é uma das razões que fazem com que essa transposição seja complicada", enfatizou. Cláudio André, coordenador tecnológico do NEA/FE-USP, mostrou sua pesquisa de mapeamento de informação colaborativo. O Sistema Pesquisador em Rede, criado pelo professor, procura mapear as produções na área de educação a distância por nome, autor e outras características, relacionando-as de maneira colaborativa. Andrea Filatro, também pesquisadora da FE-USP e do projeto Tidia/Fapesp, mostrou um panorama da EAD no Brasil, uma aplicação do trabalho de mapeamento da informação do professor Cláudio André. A pesquisa, atualizada este ano, mostrou que o Brasil produziu 2069 títulos acadêmicos na área de EAD, sendo Sul (63%) e Sudeste (31%) as regiões que mais se destacam. Entre os temas de interesse, a preocupação com conceitos pedagógicos em tecnologia educacional está em 35% dos títulos. Por ordem de importância seguem-se ainda os temas suporte a serviços (16%), gestão e logística (15%), filosofia/serviços/estratégias (13%), pesquisa e avaliação (11%), conteúdo e habilidades (8%) e garantia e qualidade de conteúdo (2%). A tarde foi marcada pela participação dos palestrantes internacionais. "Arte, Conhecimento, Educação e Inclusão Digital" foi a palestra de Etienne Delacroix, belga e professor visitante no MIT, LSI-POLI-USP e Institute of Electrical Engineering do Udelar Montevidéu, Uruguay. Também do MIT, o professor David Cavallo falou sobre a iniciativa One Laptop per Child, da produção de notebooks econômicos para estudantes. O professor expôs o projeto mas não trouxe novas informações sobre o tema que atrai muitos educadores. Leia ainda: Tec Educ: Os dilemas do professor pronto para a era digital Publicado por renata em 10 de outubro de 2006
Comentários Sabemos que o nosso mundo muda constantemente. E, que essas mudanças são inevitaveis. A escola, precisa repensar sua forma, maneira de fazer educção. No entanto, se o Estado ficar esperando que essa mudança parta do professor, acho muito pouco mudará. É preciso que haja mudanças nas políticas públicas voltadas para educação. Todos nós vivenciamos essas mudanças, mesmo que não venhámos a perceber. Acho o assunto muito interessante e acredito que o professor precisa de uma formação continuada no quesito tecnologias educacionais. Publicado por Marcos Dantas em 7 de novembro de 2006 Publique um comentário
|
|
| Copyright © 2005-2007 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Termos do Serviço - Direitos Autorais |