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« setembro 2006 | Home | novembro 2006 »

Tire suas dúvidas de uso da crase

Dica - A pergunta "Você sabe [todas] as regras de utilização da crase?" feita por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação, no Yahoo! Respostas já foi votada. A resposta líder na votação traz todas as regras. No entanto, as contribuições em geral são bem interessantes. Como a curiosidade de WillyBigDog, que chegou a trocar e-mails com o professor Pasquale Cipro Neto sobre o assunto.

O Yahoo! Respostas e o Yahoo! Busca Educação são iniciativas independentes do Yahoo! Brasil. Os educadores podem utilizar o Yahoo! Respostas de várias maneiras para construir conhecimento ou planejar atividades com seus alunos. Para isso, saiba mais sobre o Yahoo! Respostas utilizando a busca no blog do Yahoo! Busca Educação.

Publicado por renata em 30 de outubro de 2006

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Como ouvir 1 Milhão de Histórias de Jovens

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Jovens de Fortaleza contam as primeiras histórias de um milhão. (Crédito: 1 Milhão de Histórias)
Entrevista - Um projeto do Museu da Pessoa e da ONG Aracati traz uma perspectiva inédita para a criação de conhecimento compartilhado. Na iniciativa, chamada de "Um Milhão de Histórias de Jovens", jovens de 15 a 29 anos de várias partes do Brasil poderão gravar depoimentos e interligá-los em um mapa online que pode ser pesquisado e comentado. As histórias ligarão os jovens em rede, através de comunidades e outras ferramentas típicas de sites de relacionamento. A primeira experiência aconteceu em Fortaleza, Ceará. Entrevistamos a coordenadora do projeto, Carolina Misorelli, sobre a articulação das organizações e a realização do projeto. Carolina também faz parte da equipe do Museu da Pessoa e foi uma das facilitadoras da primeira fase do projeto.

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Carolina Misorelli, coordenadora do 1 Milhão de Histórias. (Crédito: 1 Milhão de Histórias)

Do que se trata o projeto 1 Milhão de Histórias de Jovens e qual foi exatamente o trabalho que você fez em Fortaleza?

Trabalhamos com a ONG Aracati e com o Museu da Pessoa para montar o "1 Milhão de História de Jovens", em que jovens contam suas próprias histórias pessoais e as disponibilizam na internet, no sistema iRedes. A primeira fase, que chamamos de "Conte sua História", aconteceu em Fortaleza e deu o pontapé inicial nesse movimento que é o "Um Milhão de Histórias". Lá, formamos os primeiros 45 agentes de histórias. Esses agentes são jovens que vão começar a ser agentes de histórias nas suas comunidades, envolvendo outros jovens no movimento e convidando-os a contar as suas histórias também. A criação desses "círculos de histórias" é a ferramenta do projeto para mobilizar outros jovens. No iRedes, os jovens se cadastram e publicam suas histórias. Podem também criar comunidades e visualizar outras histórias através de um mapa. Assim, uma história pode se associar a outra.


O que trouxeram o Instituto Aracati e o Museu da Pessoa para o projeto e como as instituições irão fazer a distribuição regional do "1 Milhão de Histórias"?

A ONG Aracati já tem grande experiência com a mobilização de jovens e o Museu da Pessoa realiza projetos relacionados a memória online. As duas organizações já atuaram em um projeto semelhante chamado Heliópolis dos Sonhos e a partir daí surgiu a idéia de colaborar agora. É fato que as sedes das duas organizações estão em São Paulo mas a idéia é articular ações com instituições de outras partes do Brasil para realizar o projeto. A Fundação Kelloggs, nossa apoiadora, dá espaço para investimentos descentralizados no Brasil e a ONG Aracati já realiza essa articulação com outras instituições. Foi assim que, com o apoio de outras instituições, iniciamos o projeto em Fortaleza e o levaremos para outras cidades.

Construído esse mapa de histórias de jovens do Brasil, o que vocês esperam que traga o projeto? Há a previsão de implicações da existência dessas histórias?

A idéia é que, realmente, com as histórias associadas, poderemos, por exemplo, organizar os dados para propor contribuições para políticas públicas. Os jovens falam sobre identidade regional, papel da escola muitos outros assuntos que têm a ver com seu cotidiano. Todo esse conteúdo faz parte das histórias. A partir do momento que você tem várias histórias, de várias temáticas, elas se relacionam e formam um sentido maior. Além do que, a proposta é realmente que as consequências dessas histórias sejam bastante amplas realmente. Na experiência em Fortaleza, fizemos um círculo para que os jovens contem suas histórias com quatro facilitadores, entre eles eu mesma. Mas agora, os próprios jovens serão facilitadores dos próximos círculos e as histórias que podem surgir e seus detalhes realmente não serão controladas. A idéia do círculo é ter co-responsabilidade sobre sua história.

Dentro dessa idéia de co-responsabilidade, qual exatamente o papel que a internet e o registro digital das histórias tem no projeto?

De fato, o uso da tecnologia digital foi imprescindível para realização do "1 Milhão de Histórias". Sabíamos que era importante organizar e publicar os depoimentos para que fizessem sentido e também do grande interesse que os jovens têm em usar o computador. E muitos nem sempre têm acesso à tecnologia. Foi assim que decidimos lidar com esse primeiro grupo, com um trabalho de formação antes para que todos manipulassem o computador. E ao dar um motivo para utilizar a internet, o de publicar suas histórias, os jovens mostraram ainda mais interesse e agora deverão poder seguir sozinhos. Eles já estão fazendo os círculos de histórias locais. Há até aqueles que editam as histórias, colocam trilha sonora e há os que apenas as publicam online ou frequentam o sistema. De qualquer modo, já é bastante gratificante ver as histórias que eles próprios escolheram e que fazem sentido naquele momento da vida de cada um.

Para ouvir as histórias ou publicar a sua, cadastre-se no sistema iRedes. Saiba mais sobre o projeto Um Milhão de Histórias, ONG Aracati e Museu da Pessoa nos sites das organizações.

Publicado por renata em 25 de outubro de 2006

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Yahoo! Busca Educação presente no Pará

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Alguns dos professores participantes da apresentação. (Crédito: Ana Bemfica/Yahoo! Busca Educação)
Notícia - Os professores multiplicadores dos NTEs (Núcleo de Tecnologia Educacional) da Secretaria de Educação do Pará de Belém tiveram a oportunidade semana passada de conhecer um pouco mais do Yahoo! Busca Educação. Os professores participaram de uma apresentação do programa e do manual de pesquisa na internet.

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Manual Yahoo! Busca Educação foi apresentado aos professores. (Crédito: Ana Bemfica/Yahoo! Busca Educação)

A apresentação foi feita por Ana Bemfica, coordenadora de parcerias do Yahoo! Busca Educação. Ana revelou ainda muitos planos para o estado: "os professores do Pará recebarão os manuais e é provável que realizemos uma oficina a distância com a Secretaria". A quantidade de manuais estimada para o estado é de 3000, que devem marcar a primeira parceria na região Norte do Yahoo! Busca Educação.

Publicado por renata em 23 de outubro de 2006

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Curso gratuito de EAD sobre Moodle

Agenda - O Portal POIE divulgou um novo curso gratuito para interessados em EAD e no sistema Moodle. Confira as informações.

Oficina de Ambientação - Moodle vivência EAD - Objetivo: Permitir aos participantes conhecerem as principais ferramentas de aprendizagem utilizadas na sala ambiente virtual de Aprendizagem (SAVA) do Portal POIE, deixando-os aptos a participarem de qualquer curso a distância que envolva a plataforma e-learnig Moodle.

Início: Dia 23 de outubro

Período: 7 dias

Maiores informações: edson@poie.com.br

Observação: Essa oficina será pré-requisito para realização de qualquer outro curso do Portal

Em breve inscrições para os cursos: Webquest Total, Clic, Blogs, Infomática em sala de aula, Audacity, Tutor em EAD.

Publicado por renata em 18 de outubro de 2006

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Educador Nota 10 e Yahoo! Busca Educação apontam caminhos

Notícia - O prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, e o Yahoo! Busca Educação combinaram ações para apontar caminhos para educadores que cada vez mais vão além com criatividade e inovação em projetos escolares. O Manual Yahoo! Busca Educação para pesquisa online foi distribuído entre os finalistas do prêmio, que teve sua cerimônia de premiação este mês. Para estes educadores, assim como para os de todo Brasil, a importância da pesquisa na internet é cada vez maior. Conversamos com o destaque da premiação, a Educadora do Ano Francisca das Chagas, e com a coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, Regina Scarpa, para saber mais sobre o assunto.

Educadora do Ano fez pesquisa online sobre literatura de cordel

A professora Francisca das Chagas é professora de Língua Portuguesa da Escola de Ensino Fundamental João Pinto Magalhães, localizada na zona rural de São Gonçalo do Amarante (CE). Com o projeto Cordel: rimas que encantam, a professora ensinou seus alunos a utilizar o conhecimento regional para melhorar a escrita e a leitura de seus alunos da 8ª série. Além do troféu, de livros e da importância de R$ 10.000,00 recebidos por cada um dos Educadores Nota 10, Francisca das Chagas ganhou uma bolsa de estudos para cursar pós-graduação em universidade a ser escolhida. Para a educadora "ganhar o prêmio foi uma emoção que nunca imaginei, meus colegas dizem que sou muito sonhadora e que é preciso me amarrar em algum lugar ou saio voando, mas acho que acho que a pessoa que não sonha é um vegetal e além de ter sonhos, eu tenho ousadia também; só acredito que não dá certo, quando tento". A professora concorreu com 3800 projetos de todo o país.

Chaguinha, como é conhecida a professora, utilizou a pesquisa online para investigar, junto com seus alunos, o mundo da literatura de cordel. "Muitos dos meus alunos nunca nem tinham tocado num computador, quanto mais a internet", conta a professora. Com apoio da Secretaria de Educação do Estado, os obstáculos foram sendo vencidos "levamos os alunos em um local onde tiveram noções básicas de informática e internet e depois passaram a pesquisar e descobriram um novo mundo". Desde a organização do projeto ao transporte até o local onde era realizada a pesquisa exigiram o desdobramento da professora. Chaguinha e seus alunos viajavam 36km em estrada de terra para o acesso aos recursos de tecnologia educacional. "Na internet, nosso objetivo maior foi a informação; pesquisamos vários autores de cordéis, a definição, alguns poemas, autores... E um dos que chamaram atenção foi Patativa do Assaré, os alunos recitaram e copiaram alguns poemas dele e quase não conseguia que desgrudassem do computador", relata a animada professora.

"Educadores precisam se atualizar cada vez mais"

Para a coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, a importância da pesquisa online foi uma boa surpresa no Prêmio Educador Nota 10. "A pesquisa é muito importante, há uma grande presença da internet nos trabalhos selecionados", conta Regina. "É preciso notar, no entanto, que ainda falta ao professor brasileiro ensinar ao aluno como pesquisar, para isso os educadores precisam se atualizar cada vez mais, precisam saber como pesquisar primeiramente", completa. O número de inscrições para o prêmio feitas pela internet também cresceu muito, foram 62% contra 38% via correios.

"Um dos projetos finalistas também utilizou muito a internet, tratava-se de investigação sobre o clima e os alunos fizeram pesquisas e se comunicaram com o instituto de meteorologia local perguntando aos funcionários sobre o seu trabalho", conta Regina. No projeto, de Laguna (SC), os alunos investigaram o grau de acerto dos metereologistas.

A distribuição do Manual Yahoo! Busca Educação foi outro destaque da premiação. Para Regina, "os professores ainda não têm familiaridade com a pesquisa online e acho que o manual ajuda; é um guia e o professor também precisa receber ajuda para se manter atualizado, o manual é uma ótima iniciativa nessa área".

Publicado por renata em 17 de outubro de 2006

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Você sabe usar a crase?

Dica - Ferreira Gullar, poeta brasileiro, publicou uma vez o seguinte aforismo que ficou famoso: "a crase não foi feita para humilhar ninguém". Com esta declaração, ele quis tratar da dificuldade que enfrentamos freqüentemente em saber o uso certo da crase. O Yahoo! Busca Educação convida seus leitores a responder uma questão bastante interessante no Yahoo! Respostas:
Você sabe todas as regras de utilização da crase?
Acessa a pergunta acima e responda!

Como o uso da crase é um problema sempre difícil para todos, veja e discuta no Yahoo! Respostas a existência e o propósito da crase. Acesse a pergunta acima e responda, aguardamos sua participação!

Publicado por renata em 12 de outubro de 2006

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Educador Nota 10 divulga premiados

Notícia - No último dia 10 de outubro ocorreu a cerimônia de entrega do Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita. Os 50 professores finalistas, entre eles os 10 premiados, receberam o Manual Yahoo! Busca Educação, em parceria do Yahoo! Brasil com a Fundação Victor Civita.

A primeira vencedora conquistou os jurados com um trabalho com literatura de cordel. De acordo com Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação e também participante da equipe do prêmio, "a pesquisa - especialmente em meios eletrônicos - foi fundamental para a maior parte dos projetos selecionados; os 10 primeiros, por exemplo, relatam o uso da Internet nas dinâmicas dos projetos".

O resultado do prêmio pode ser visto no site da Fundação.

Publicado por renata em 12 de outubro de 2006

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Tec Educ mostra cenário da educação no futuro

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Entrada do Tec Educ 2006 com stand da lousa interativa da Smart Technologies. (Crédito: Yahoo! Busca Educação/Renata Aquino)
Notícia - O TecEduc 2006, ocorrido semana passada em São Paulo, trouxe muitos pontos de vista para os interessados em tecnologia educacional. O Yahoo! Busca Educação esteve presente e selecionou os destaques das palestras do congresso e algumas imagens.

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Congressista descansa entre as oficinas na "Sala Inteligente". (Crédito: Yahoo! Busca Educação/Renata Aquino)

Brasil, letramento digital, mapa e internacionais

O primeiro conferencista foi Ronaldo Mota, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC). Mota deixou claro que na educação "as relações atualmente são diversas; antes, você tinha o modelo da academia de transferência de conhecimento e a realidade agora é diferente". De acordo com o palestrante, o professor precisa atentar para o novo modelo de aprendizado colaborativo e descentralizado. No Brasil, a importância de estar pronto para esse novo modelo é ainda maior. "O Brasil é um país cheio de desigualdades sociais e educacionais e as novas tecnologias ajudam a enfrentar esses aspectos no nosso país", disse Mota.

José Armando Valente, professor do departamento de Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp, falou sobre o aprendizado na era digital. Para melhoria desse aprendizado, na opinião do palestrante, é preciso que se reflita sobre os diferentes modelos de letramento digital. "As pessoas já utilizam a tecnologia de modo natural no dia-a-dia, como uma caixa de supermercado que registra as compras com auxílio de um software, o que falta é a educação ser também um espaço onde essa familiarização aconteça", afirmou o professor. O letramento, um conceito mais aplicado para a utilização da leitura e escrita, precisa ser ampliado para incluir a utilização do mundo digital. Valente citou o teórico da comunicação Marshall McLuhan e enfatizou que "os meios estão saindo de um modelo analógico, da concepção eletromecânica da comunicação, para outra totalmente oposta, a digital". "Essa não é uma passagem tranqüila, tem sérias implicações econômicas, basta acompanhar a trajetória da empresa Kodak à fotografia tradicional", completou Valente. O professor citou ainda a importância dos trabalhos de teóricos como Lev Manovich, Yochai Benkler e o brasileiro Gilson Schwarz para a compreensão da era digital.

A mesa-redonda que se seguiu à conferência de abertura trouxe pesquisadores da FE-USP renomados na área de educação a distância (EAD). Stella Piconez, pesquisadora do Núcleo de Educação a Distância, presidiu a mesa iniciando a apresentação com uma provocação "atualmente todos pedem que o professor seja pesquisador, mas quem tem que pesquisar é o aluno, o professor tem o papel de incentivar esse aprendizado". A pesquisa que deve ser feita pelo professor, de acordo com a palestrante, é sobre sua própria didática e preparação de aula e a busca de informação sobre educação no Brasil, "o professor pesquisa sobre aquilo ele faz", afirmou a professora.

Silvia Dotta do Lapeq/FE-USP, fez um relato de seu projeto para formação de professores em rede e a pesquisa sobre o diálogo virtual. Um dos aspectos interessantes em projetos de EAD, de acordo com Silvia, "é a nova linguagem para comunicação nesse ambiente, precisamos ver se ela é própria do meio virtual, se é híbrida, quais suas características principais". A pesquisadora criticou programas que "apenas transferem" práticas do ensino presencial para o meio virtual. "A linguagem é uma das razões que fazem com que essa transposição seja complicada", enfatizou.

Cláudio André, coordenador tecnológico do NEA/FE-USP, mostrou sua pesquisa de mapeamento de informação colaborativo. O Sistema Pesquisador em Rede, criado pelo professor, procura mapear as produções na área de educação a distância por nome, autor e outras características, relacionando-as de maneira colaborativa.

Andrea Filatro, também pesquisadora da FE-USP e do projeto Tidia/Fapesp, mostrou um panorama da EAD no Brasil, uma aplicação do trabalho de mapeamento da informação do professor Cláudio André. A pesquisa, atualizada este ano, mostrou que o Brasil produziu 2069 títulos acadêmicos na área de EAD, sendo Sul (63%) e Sudeste (31%) as regiões que mais se destacam. Entre os temas de interesse, a preocupação com conceitos pedagógicos em tecnologia educacional está em 35% dos títulos. Por ordem de importância seguem-se ainda os temas suporte a serviços (16%), gestão e logística (15%), filosofia/serviços/estratégias (13%), pesquisa e avaliação (11%), conteúdo e habilidades (8%) e garantia e qualidade de conteúdo (2%).

A tarde foi marcada pela participação dos palestrantes internacionais. "Arte, Conhecimento, Educação e Inclusão Digital" foi a palestra de Etienne Delacroix, belga e professor visitante no MIT, LSI-POLI-USP e Institute of Electrical Engineering do Udelar Montevidéu, Uruguay. Também do MIT, o professor David Cavallo falou sobre a iniciativa One Laptop per Child, da produção de notebooks econômicos para estudantes. O professor expôs o projeto mas não trouxe novas informações sobre o tema que atrai muitos educadores.

Leia ainda: Tec Educ: Os dilemas do professor pronto para a era digital

Publicado por renata em 10 de outubro de 2006

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TecEduc: Os dilemas do professor pronto para a era digital

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Robô educacional em stand da Symphony no TecEduc. (Crédito: Yahoo! Busca Educação/Renata Aquino)
Notícia - O segundo dia começou com uma mesa-redonda sobre as mídias digitais no contexto educacional. Zélia Soares, do CIEE, apresentou o panorama, que teve a participação da professora Lígia Rubim, que falou sobre as implicações sobre o uso das mídias na aprendizagem e José Manuel Moran (ECA/USP e Fac. Sumaré), que discutiu os problemas atuais na implantação de EAD. A professora Lígia fez uma crítica que deixou pensativos o professores presentes. "Uma professora me mostrou como usava com facilidade a lousa interativa e como gostava da ferramenta; quando perguntei qual o impacto que ela achava que aquilo teria nas aulas, ela me disse apenas que tinha passado a dar conteúdo que antes levava quatro aulas, em apenas uma", contou a professora Lígia.

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O "resumão" possível pela utilização da lousa não foi compreendido como ponto negativo por muitos dos presentes na palestra de Ligía. Uma entre as muitas tecnologias em exposição nos stands da feira do TecEduc, a lousa interativa atraiu os educadores, que viam a demonstração da pedagoga Adriana Martins. Adriana também treina um professor multiplicador ou um grupo de educadores do colégio que adquirir a lousa. "O exemplo que damos é o de um professor congelado em 1920 e subitamente inserido na época atual e conhecendo e se fascinando com as novas tecnologias", contou Adriana. O treinamento, na escola ou na sede da empresa que comercializa a lousa, custa R$ 200. A lousa sai por US$ 2408 (48") a US$ 4400 (77").

Mais contundente nos argumentos contra projetos de EAD impensados foi o professor José M. Moran. O professor começou alertando para um perigo: "fico deslumbrado com a quantidade de novas tecnologias na educação mas sei que as coisas não são simples, não temos que olhar apenas para o professor mas também para o aluno que está aí". Moran falou de sua experiência tanto no setor público (ECA/USP) quanto no privado (Fac. Sumaré). "No setor público, em nome da autonomia universitária, os professores podiam utilizar a tecnologia que quisessem e, muitas vezes, não se preocupavam se elas se comunicavam, não sendo possível criar conhecimento compartilhado", contou Moran. Por sua vez, no setor privado, "me foi dada liberdade para implantar um modelo de projetos de EAD na Faculdade Sumaré, mas os alunos, que têm um perfil social diferente dos alunos da universidade pública, precisaram utilizar o laboratório de informática da universidade", disse o professor. "Para não sobrecarregar a infra-estrutura da universidade e, ao mesmo tempo, permitir que todos os alunos tivessem computadores, consegui fechar um acordo para aquisição facilitada das máquinas", contou ainda Moran.

A sensibilidade ao contexto da escola é essencial também na educação básica, de acordo com Moran. "Minha maior frustração é ver colégios particulares que gastam muito em tecnologia e não têm concepção pedagógica para apoiar aquilo tudo, sendo que ainda há a preocupação de qualquer aluno do ensino médio em simplesmente aprender o necessário para passar no vestibular", afirmou o professor. "Quando se combina a utilização da tecnologia com pais e professores envolvidos, isso é feito de outra forma; e enquanto tivermos o modelo de apenas aprender para passar no vestibular, muita coisa não irá mudar", enfatizou Moran.

Um dos destaques dos mini-cursos aconteceu à tarde no segundo dia. A professora de inglês Bárbara Dieu mostrou um blog para professores com utilização das mais novas ferramentas para aprendizagem colaborativa. Bárbara contou como aprendeu e implantou RSS, XML, aplicações Web 2.0 e muitas outras ferramentas para interagir com outros professores de inglês no mundo inteiro. Muitos dos projetos com alunos da professora, inclusive, foram realizados com a colaboração de professores além-mar. "Comecei com um professor de inglês na Alemanha em 2003 como meu convidado misterioso no blog, ele postava e os alunos tentavam descobrir quem ele era e praticando o inglês", contou Bárbara.

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Apresentação de Carmem Maia, da Rived/MEC. (Crédito: Yahoo! Busca Educação/Renata Aquino)

Outro portal de projetos colaborativos é a Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED) da Seed/MEC. Carmem Lúcia Prata, coordenadora, apresentou o projeto também no segundo dia à tarde. Na rede, não só os professores mas também alunos participam e produzem conteúdo. "O que importa não é a produção mas tornar o aluno autor", disse Carmem. A RIVED produz ainda objetos de aprendizagem para EAD. "A intenção é criar a cultura nas universidades de utilização desses OAs", afirmou a coordenadora. São 110 objetos de aprendizagem no portal atualmente e já foram distribuídas mais de 150 mil cópias dos softwares para educadores.

O TecEduc 2006 teve ainda outras discussões sobre uso de tecnologias educacionais em IES e empresas. O terceiro dia teve o encontro dos dirigentes de TI da área educacional com palestras sobre gestão e marketing de tecnologia educacional. O site do evento traz mais informações sobre esta e outras sessões.

Leia ainda: TecEduc mostra cenário da educação no futuro

Publicado por renata em 10 de outubro de 2006

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Primeiro dia do TecEduc 2006

Notícia - O primeiro dia do TecEduc 2006 foi marcado por muitas declarações importantes para os interessados em tecnologia educacional. O evento, que une congresso e exposição, acontece até o dia 6 de outubro em São Paulo. A exposição possui visitação gratuita. O Yahoo! Busca Educação fez a cobertura da primeira manhã do evento e traz aqui os detalhes.

A abertura oficial do congresso ocorreu pontualmente às 9h com a diretora da Humus Consultoria e organizadora do evento Sônia Coutinho. Em seguida, a conferência "Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação" foi realizada pelo professor doutor Ronaldo Mota, representante da Secretaria Especial de Educação a Distância - Seed/MEC.

O professor José Armando Valente, do Instituto de Artes - Multimeios da UNICAMP, foi a segunda palestra dos blocos temáticos com o tema "O Aprendizado na Era da Informação". A mesa-redonda "O Educador na Era das Tecnologias e as Novas Formas de Organização do Trabalho Pedagógico" trouxe especialistas da Faculdade de Educação da USP com a apresentação de sistemas e pesquisas sobre a educação em tecnologia no Brasil. A presidente de mesa foi a professora Stela Piconez e os palestrantes Sílvia Dotta, Claudio Fernando André e Andréa Filatro. Um mini-curso com professoras da área de EAD do Senac-SP acontecia paralelo às palestras. À tarde, o evento terá as palestras de David Cavallo, da iniciativa One Laptop Per Child e Etienne Delacroix, especialista em educação da Bélgica.

Publicado por renata em 4 de outubro de 2006

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Joinville recebe 3000 manuais Yahoo! Busca Educação

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Fabio Boucinhas, gerente da Unidade de Busca do Yahoo! Brasil em evento em Joinville. (Crédito: Yahoo!)
Notícia - Os professores da cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina, participaram de um evento especial promovido pelo Yahoo! Busca Educação. O evento marcou uma parceria com Secretaria Municipal de Educação e consistiu em um trabalho de formação com professores orientadores das salas de informática educativa do município. Cerca de 80 professores participaram da oficina de formação na Escola Municipal Presidente Castelo Branco. O Yahoo! Busca Educação abre agora o espaço no seu blog para receber, via comentários, idéias e sugestões dos professores da cidade catarinense.

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Ana Bemfica, coordenadora de parcerias do Yahoo! Busca Educação observa, de pé, os professores de em Joinville. (Crédito: Yahoo!)

O Yahoo! Busca Educação realiza parcerias com secretarias de educação de vários pontos do Brasil para prover uma ponte na orientação para o uso de tecnologia na educação. As parcerias incluem eventos de formação, distribuição de cópias impressas do Manual Yahoo! Busca Educação e outras atividades.

O trabalho de formação foi realizado pela coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação, Flávia Aidar. "Como boa parte dos professores da cidade possui ou cursa pós-gradução, me pareceu que a discussão mais pertinente deveria se dar em torno do papel de construção do conhecimento que as ferramentas online disponibilizam no contexto escolar, pois lidar com elas é um desafio menor para eles que já estão familiarizados com os recursos técnicos", afirmou a coordenadora. Além da formação, Fabio Boucinhas, gerente da unidade de busca do Yahoo! Brasil, deu dicas sobre como fazer uma busca mais eficiente para os educadores presentes.

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Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação, em primeiro plano. (Crédito: Yahoo!)

Joinville é a sexta cidade em que o Yahoo! Busca Educação realiza uma de suas parcerias. De acordo com a coordenadora de parcerias, Ana Bemfica, o trabalho do Yahoo! Busca Educação "trata-se de somar esforços com a rede municipal de educação local que tem programas de informática educativa para colaborar na formação de educadores e prepará-los melhor para o desafio que é educar com a utilização das novas tecnologias".

No total, 48.032 alunos em Joinville serão envolvidos na parceria, que também chega a 60 das 108 escolas da cidade. Participaram ainda do evento de lançamento, Mônica Schüler Menslin e Edla Yara Priess Perini, supervisoras de ensino da Coordenação de Informática Pedagógica da Secretaria de Educação Municipal de Joinville e Fabio Boucinhas, representando o Yahoo! Brasil. "Destinamos 3000 manuais para Joinville, que possui 167 professores orientadores em escolas municipais e pelo menos 15 manuais deverão estar disponíveis em cada sala de informática", contou Boucinhas.

Veja a apresentação exibida no evento com os detalhes da parceria e dicas para os professores aqui (PDF, 700KB).

Publicado por renata em 2 de outubro de 2006

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