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Dica - Leia as respostas da pergunta "O virtual é oposto ao real?" que a equipe Yahoo! Busca Educação lançou no Yahoo! Respostas. Confira as várias opiniões e dados e escolha a melhor. Você ganha pontos no Yahoo! Respostas e pode participar de uma ótima discussão sobre o virtual e o real. O resultado da votação será divulgado aqui no blog.

O Yahoo! Busca Educação está sempre aberto para a participação de seus leitores. Enviem posts através do canal Participe e para falar com a equipe, entrem em contato no Fale Conosco.

Publicado por renata em 23 de agosto de 2006



Comentários

Quero com todas as palavras mais simples do mundo, agradecer aos meus amigos Filósofos e Professores de todo o Universo a contribuição que tem feito para o crecimento do ensino de Filosofia nas Escolas Estaduais de nosso País. Eternamente grato, Sidnei.

Publicado por sidnei bispo nunes em 5 de setembro de 2006


Prof. Roberto Grobman (criador dos Mundos Virtuais de Imersão).
Nos últimos anos, a educação com o uso da internet ganhou uma nova dimensão com novas possibilidades e desafios. Isto nos instiga a repensar as formas de aprender e de ensinar.
Na rede há uma grande diversidade de informações disponíveis e organizadas de várias maneiras, permitindo seu acesso tanto no sentido da abrangência (favorecendo a multiplicidade de relações) como no aprofundamento (privilegiando as particularidades e detalhes). Mas, em termos de aprendizagem, ter acesso e adquirir informação é a mesma coisa que ter conhecimento?
Equivocadamente, muitas vezes, a informação e o conhecimento são vistos e tratados como sinônimos, mas são conceitos distintos. Reconhecer esta distinção, bem como a inter-relação que existe entre informação e conhecimento, é extremamente importante para a prática do professor e a aprendizagem do aluno. Na sala de aula, muitas vezes, o professor tem a intenção de transmitir conhecimento, mas o conhecimento não se transmite. O professor certamente tem o conhecimento, mas aquilo que ele transmite para o aluno é informação, que pode adquirir significado para o aluno e ser por ele transformada em conhecimento. A informação, tanto a transmitida pelo professor como a encontrada na Internet ou, ainda, em outros meios, pode inclusive ter uma organização pedagógica intencional, mas isto não garante que o aluno construa o conhecimento.
Uma determinada informação precisa ser interpretada pelo aluno. Este processo de interpretar, ou seja, de dar sentido à informação requer ações do conhecimento. Transformar a informação em conhecimento não é algo que acontece de forma instantânea. É preciso que as informações sejam trabalhadas conjuntamente em várias situações de aprendizagem, de modo que o aluno possa estabelecer relações, comparar, diferenciar, experimentar, analisar, atribuir significado e sistematizar os conceitos envolvidos num processo contínuo de (re)construção do conhecimento (Piaget, 1977).
As atividades que privilegiam a autoria do aluno e o processo de (re)elaboração de algo que lhe seja significativo possibilitam que este aluno possa interpretar as informações, articulando-as com seu universo de representação do conhecimento.
As questões que se colocam são: Como propiciar condições para que o aluno possa vivenciar estas situações de aprendizagem no contexto de educação à distância? Como a informação veiculada por meio da produção de materiais (geralmente textos, endereços de sites, referências bibliográficas) pode ser trabalhada no sentido de propiciar ao aluno a construção de conhecimento?
Depende, sem dúvida, da abordagem educacional que norteia a ação do professor, bem como na crição de Mundos Virtuais ou Ambientes Virtuais de Imersão.
Nesta situação, o aluno aprende a reproduzir as informações recebidas, mas será que ele aprende a transformá-las em conhecimento? Por outro lado, o uso da rede voltado apenas para disponibilizar informações, mesmo que tenham um formato inovador próprio do ambiente Web, continua sendo uma forma de sub-utilização dos recursos da Internet.
Os Mundois Virtuais de imersão para o processo de ensino e aprendizagem são constituídos por um conjunto de ferramentas que possibilitam a organização, o gerenciamento e as várias formas de interação no curso. Estas ferramentas viabilizam a interação entre os participantes, tais como, Chat, VoIP e Telegramas. O uso que se faz destas ferramentas depende do objetivo do professor e das características dos participantes (necessidades e/ou interesses). Embora estas ferramentas sejam de extrema importância, cabe ao professor dar vida, ou seja, dinamizar o seu uso com os alunos.
Os Mundos Virtuais objetivam instigar a participação e a interação entre os alunos, demanda do professor e devemos atentar para alguns aspectos, como por exemplo:
• escolher um tema que seja pertinente para os participantes;
• elaborar questões abertas e provocativas e que possam ser facilmente interpretadas pelos alunos;
• utilizar uma linguagem clara, não muito extensa nem demasiadamente acadêmica;
• (re)-alimentar as discussões de forma equilibrada, para que os participantes encontrem espaço para interagir entre si;
• cuidar para que as discussões possam ampliar as idéias, podendo com isto gerar subtemas, mas sem perder o foco, para que não ocorra uma pulverização de questões desarticuladas.
Os dois últimos itens são mais complexos, pois dependem da inter-relação de vários fatores que surgem da situação. Um dos caminhos é o professor observar as sinalizações que os alunos expressam nos vários espaços do Mundo Virtual. No entanto, isto requer do professor flexibilidade e responsabilidade para contemplar as questões emergentes e inusitadas, de modo que possam ser integradas aos propósitos do Mundo Virtual.
O compartilhamento, esta possibilidade do contexto virtual, é extremamente importante, pois é na troca de experiências, reflexões e sentimentos entre os alunos que se fortalece o trabalho coletivo e colaborativo. As múltiplas interações que acontecem de forma diversificada potencializam a construção da rede humana de aprendizagem.
Esta rede de aprendizagem requer do aluno o exercício da interpretação das idéias do outro, explicitada pela exploração, realização de atividades durante a imersão virtual, bem como a sua (re)organização de pensamento para revelar-se para o outro, também por meio da escrita. Neste processo participam alunos com diferentes experiências e maneiras de expressar o pensamento. O processo de um aprender com o outro não é uma atividade puramente intelectual e impessoal. O importante nesta interação é a constante busca de compreensão do outro e de si mesmo, de querer comunicar-se, de compartilhar e de crescer.
Nesta perspectiva de educação, a utilização dos Mundos Virtuais representa um espaço importante, porque o aluno e/ou um grupo de alunos pode(m) compartilhar com os colegas e/ou professor suas atividades/projetos durante o processo de elaboração. Isto significa que a ênfase da aprendizagem está centrada no processo e, portanto, na possibilidade de o aluno poder dar e receber feedback sobre aquilo que está produzindo individualmente e/ou em grupo. A diversidade de olhares enriquece o feedback do aluno, provocando com isso novas relações e a busca de novas compreensões.
O professor nesta abordagem atua como mediador e desenvolve também ações investigativas. Ele analisa, ao mesmo tempo, o processo de aprendizagem do aluno - que se expressa nos vários espaços do ambiente virtual - e, a sua própria prática pedagógica. Esta forma de atuação permite ao professor colocar-se como parceiro dos alunos, respeitando seu estilo de trabalho, a sua autoria e as estratégias adotadas. O papel do professor concentra-se na criação, na gestão e na regulação das situações de aprendizagem.
Neste sentido, as ações do professor devem estar pautadas por uma pedagogia relacional que contempla a complexidade que a educação a distância requer. Nesta concepção, não existem soluções prontas, estratégias e modelos previamente definidos: existem princípios, intenções e o compromisso pedagógico com o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e humano dos alunos, que orientam a (re)construção destas estratégias na e para a ação do professor.
O chat no Mundo Virtual permite uma conversa em tempo-real entre os participantes. A sua utilização pode ser diversificada, por exemplo, pode ser interessante ter um chat como um momento do brain-storm entre os participantes. Este tipo de encontro on-line pode caracterizar-se como um momento criativo, construído coletivamente para gerar novas idéias e temas a serem estudados e aprofundados.
No chat, a explicitação dos alunos é feita de forma espontânea, uma vez que este recurso exige uma escrita rápida.
Um outro aspecto que precisa ser considerado é o número de participantes em um chat. Interpretar as idéias de várias pessoas ao mesmo tempo não é trivial, depende daquilo que se espera de um chat para criar estratégias apropriadas. Estas características da ferramenta favorecem muito mais os participantes a estarem extravasando algo os que esteja preocupando naquele momento (dúvidas, questionamentos, sentimentos) do que discutir questões mais complexas de forma articulada com as idéias dos colegas.
Uma possibilidade é utilizar o chat também após a sua realização. O registro da conversa on-line pode ser tratado como um texto "desorganizado" a ser trabalhado tanto pelo professor como pelos alunos, categorizando as questões emergentes para serem discutidas. De igual maneira, estas questões podem estar relacionadas às atividades/projetos compartilhados.
Além destas interligações entre as ferramentas de interação, existem outras que podem estar diretamente relacionadas: são aquelas que organizam a disponibilização de materiais de Leituras sobre conteúdos específicos.
E assim... interligando as várias ferra mentas do ambiente virtual e integrando saberes - alunos e professor - vão construindo coletivamente a rede humana de aprendizagem.

Publicado por Prof. Roberto Grobman em 26 de setembro de 2006




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