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Agenda - O Prêmio Educador Nota 10, promovido pela Fundação Victor Civita, já está em sua 9a. edição e tem inscrições abertas até 14 de julho. As inscrições podem ser feitas online.
O prêmio visa identificar, valorizar e divulgar experiências educativas de qualidade, planejadas e executadas por professores em escolas de ensino regular, de acordo com o regulamento. É aberto a todos os professores em exercício de escolas públicas, particulares, comunitárias ou filantrópicas de acesso público nas diversas disciplinas, de Educação Infantil, de 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental, de Educação de Jovens e Adultos (Alfabetização até a 8ª série do Ensino Fundamental), de Educação Especial (no ensino regular) ou de Ensino Médio, urbanas ou rurais, em todo o território nacional.
Publicado por renata em
30 de junho de 2006
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Agenda -O Programa Descubra a Orquestra, da OSESP, visa criar novas platéias para a música sinfônica, trazendo estudantes à Sala São Paulo para assistir ensaios e concertos didáticos de orquestras parceiras. O programa é gratuito, destinado a escolas públicas (veja parágrafo seguinte) e as inscrições para os eventos do 2º semestre encerram-se no dia 14 de julho e podem ser feitas online.
O Programa Descubra a Orquestra inclui atividades musicais para crianças e adolescentes e capacitação pedagógico-musical para professores. Seu cujo principal objetivo é contribuir para a formação cultural de crianças e adolescentes, fomentando a educação musical nas escolas, divulgando a música de concerto e facilitando o acesso desses jovens à principal sala de concertos da América Latina – a Sala São Paulo.
No segundo semestre, serão atendidas apenas escolas estaduais de duas faixas etárias: Série 3: alunos de 1ª a 4ª série e Série 4: alunos de 5ª a 8ª série, Ensino Médio e classes de Jovens e Adultos (EJA). Serão 4 ensaios gerais abertos da Osesp; 4 ensaios gerais abertos da Associação para Crianças e Adolescentes com Tumor Cerebral (TUCCA), 3 concertos didáticos da OSUSP (Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo), 2 concertos didáticos da Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA); 4 concertos didáticos da Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul (OFSCS) e, complementados por três cursos e 9 atividades com adolescentes na Osesp.
Para todos os eventos, estarão disponíveis ingressos avulsos, a serem adquiridos na Bilheteria da Sala São Paulo a partir de uma semana de antecedência mediante uma contribuição simbólica de R$ 5,00 a R$ 10,00. Saiba mais pelo telefone (11) 3351 8229 ou e-mail educacionais@osesp.art.br
Publicado por renata em
30 de junho de 2006
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Torcida para o Hexa começa na sala de aula. (Imagem: FIFA)
Atividade sugerida - É quase inevitável aproveitarmos um evento como a Copa do Mundo para trabalhos escolares. Contar com o interesse natural dos alunos é sempre um bom indício e garantia para o envolvimento dos estudantes, matéria indispensável para o sucesso do projeto.
Como estamos na 16a. copa do Mundo - a primeira aconteceu em 1930 no Uruguai, e sabendo que apenas durante a Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra, o evento deixou de ser realizado em 1942 e 1946, respectivamente - muitos professores já pensaram e realizaram atividades e projetos valendo-se do tema em questão.
Mas, como foram muitos e diversos os pedidos feitos neste blog por professores de diversas disciplinas solicitando sugestões de atividades com o tema “Copa do Mundo”, publicamos hoje algumas propostas e convidamos vocês a colaborarem encaminhando para nós seus projetos e atividades, propostas ou já desenvolvidas, sobre a Copa do Mundo de 2006. Para isso, utilizem o Participe do blog.
No país do futebol
A importância do futebol no Brasil e para os brasileiros se expressa de diversas formas, a começar pelo fato de ser o único país que participou de todas as Copas e também o único que levou a taça cinco vezes: em 1958 na Suécia, em 1962 no Chile, em 1970 no México, em 1994 nos Estados Unidos e em 2002 no Japão.
A expectativa para o hexa tem produzido em todos nós, devidamente motivados pela mídia, um enorme envolvimento que muitas vezes nos impede de analisar e compreender esse espetáculo que toma conta do mundo e mobiliza interesses milionários, e que nem sempre representa apenas um bom e belo jogo de futebol.
Mesmo com a Copa já tendo se iniciado, acreditamos que sempre é oportuno refletir e afirmar a função analítica e crítica que compete ao trabalho educacional. Vencedores ou não, apresentando o desempenho à altura das estrelas que compõem o nosso time ou nos levando ao desespero de um parco 1 x 0 contra a Croácia nesta primeira etapa, confira as sugestões.
Atividade sugerida: Futebol arte ou artes e futebol
Atividade sugerida: Copa em literatura e língua portuguesa
Atividade sugerida: A Copa do Mundo sob a lente da história
Publicado por renata em
26 de junho de 2006
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Atividades para a Copa do Mundo fazem sucesso na sala de aula. (Imagem: Sxc.hu)
Atividade sugerida - Achei interessante a professora Vandrea Bertolani nos solicitar sugestão de trabalho em artes relacionada à Copa do Mundo. Vejam se este é um bom caminho, trabalhem com seus alunos e nos dêem a sua opinião. Lembro que as atividades em torno do maior espetáculo da Terra, que é a Copa do Mundo, tanto podem servir de “texto” como de pretexto para um bom trabalho pedagógico e educacional. Vamos às idéias ou sugestões:
Leitura de Imagens
A atividade consiste em propor que os alunos se exercitem na leitura de imagens (um dos elementos fundamentais das artes visuais), em um momento da nossa civilização em que tudo, e particularmente a Copa do Mundo, mais do que sempre, se traduz por uma enorme profusão de imagens disponíveis na mídia impressa e eletrônica (sites e TVs). Confira algumas notícias sobre o assunto aqui, aqui e aqui.
Passos sugeridos
1 - Solicite que os alunos pesquisem em sites ou recortem de jornais e revistas imagens da copa do mundo. Vale de retrato dos jogadores a imagens dos estádios; situações de jogo; caricaturas ou charges.
2 - Organize, com a participação dos alunos, as imagens trazidas, classificando-as.
3 - Em seguida, priorize alguma imagem ou grupo delas, que mais atraiu ou interessou seu grupo de alunos e os oriente para uma “leitura de imagem fotográfica”, valendo-se dos seguintes procedimentos e pressupostos:
“Ver com olhos livres.” (Oswald de Andrade)
“Instrumento que se move por si mesmo, meio que inventa seus próprios fins, o olho é aquilo que foi comovido por um certo impacto do mundo (...).” (Merleau-Ponty)
É bastante recorrente no meio educacional, particularmente entre professores de educação artística, falar em “educação do olhar”. Mas, o que será que é isto? O olhar pode ser educado? Em oposição, o que será um olhar mal educado?
Olhar e ver são verbos sinônimos, mas pressupõem diferenças. De fato, há muitas maneiras de se olhar para uma obra de arte ou imagem publicada pela mídia, seja ela uma fotografia, um desenho, uma pintura ou mesmo um filme. O olhar, isto é, “fitar” ou “estar em frente de alguma coisa”, se acrescido do significado de ver, que pode ser entendido como “conhecer ou perceber por meio da visão”, ganha um sentido mais amplo, do qual podemos nos valer para investigar as imagens fotográficas selecionadas e compreender, por meio delas, a própria “imagem da Copa do Mundo de 2006”.
Se queremos ver de maneira ativa e produtiva, comecemos por deixar que os olhos passeiem e perguntem. Ora, o que será que podemos perguntar quando estamos diante de uma imagem?
O olhar deve ser inquiridor e investigativo. Há diversos tipos de perguntas que podem ser feitas para aquilo que vemos, entendendo que o olhar dá a forma à fotografia e a fotografia devolve, e conforma – no sentido de dar a forma – o nosso olhar:
* Podemos começar perguntando a finalidade de cada uma das fotos. O que cada foto mostra do olhar de seus respectivos autores – os fotógrafos - sobre a Copa do Mundo de 2006? Uma segunda pergunta consiste em indagar o que elas nos dizem a respeito das pessoas, no caso jogadores, que retratam e das diferentes circunstâncias em que foram produzidas, que se revelam por meio de seus trajes, lugares, situações, atividades, expressões e olhares?
* Uma terceira possibilidade poderia ser procurar avaliar o que elas revelam da realidade dos jogos hoje em dia, isto é, de como eles se tornaram um produto de interesse internacional e mercadológico. O que se pode ver ou não ver sobre o jogo, ou sobre os jogadores, que está sendo apresentada a mim? O que mais interessa: as “bolhas” do pé de um jogador estelar como Ronaldo, a marca Nike que confeccionou as chuteiras que as produziu, ou a possibilidade de seu desempenho esportivo? Em outras palavras, podemos também nos perguntar – quando olhamos tais imagens – o que vende mais: as dificuldades ou as possibilidades do “herói” Ronaldo?
* Podemos também perguntar sobre os fotógrafos ou fotografados. Quem são eles? Que formação têm? Que empresas representam? Que visão têm do jogo e dos interesses que ele mobiliza? Quais os objetivos de seus relatos? A que tipo de público satisfazem? Falar da “gordura”do Ronaldo interessa a quem? Por que? As legendas, ao lado de cada foto, também são fontes de dados? O que elas dizem? O que nos querem dizer?
* E, ainda, podemos olhá-las, buscando analisá-las do ponto de vista dos elementos construtivos da linguagem fotográfica. Isto é, as formas, as cores, as sombras, os claros e escuros, o plano, o ângulo, o foco, o enquadramento, o tipo de máquina utilizada, o tipo de filme, de lente, de revelação, quais os outros elementos que foram registrados, a composição da foto, o cenário etc.
* Ao final desse “inventário” teremos, com certeza, algumas respostas – as que pudemos ver – sobre a Seleção Brasileira, sobre a Copa do Mundo, sobre a visão destes fotógrafos e das empresas que representam e, também, sobre a nossa leitura do que estamos vendo e sendo capazes de compreender ou pelo menos de duvidar, expressas nas muitas perguntas que temos a fazer.
Observem que a partir deste roteiro, podemos gostar ou não das imagens que nos ativemos a ver, podemos acreditar mais ou menos nas competências deste ou daquele jogador, mas não interessa tanto se são bonitas ou feias, ou se o Ronaldo será um fracasso ou um renovado herói, não é mesmo? Elas são registros e expressões dos fotógrafos que nos mostraram sua visão e a das empresas que representam sobre a Copa do Mundo que querem nos oferecer para ver.
Muitas outras possibilidades podem ser exploradas a partir deste mesmo roteiro se selecionarmos outro conjunto de fotografias ou mesmo uma ou outra imagem isoladamente para nos dedicarmos a olhá-las e vê-las em todas as suas nuances.
O que nos interessa, como educadores, como professores, como professores de Artes, é oferecer aos alunos a possibilidade de ler para além do que nos querem mostrar as imagens que são publicadas.
Para ver mais: entre no Yahoo! Brasil e busque por “blogs de jogadores”, lá você poderá encontrar os blogs de Ronaldinho Gaúcho, dentre outros, que possibilitará a você conhecer, interagir, compreender e criticar toda esta promoção em torno do futebol brasileiro que é também um grande negócio.
Por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação
Publicado por renata em
26 de junho de 2006
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A idéia de argumento e o trabalho com a Copa do Mundo. (Imagem: Sxc.hu)
Atividade sugerida - Confira a segunda atividade sugerida relacionada ao tema Copa do Mundo.
“O brasileiro não está preparado para ser "o maior do mundo" em coisa nenhuma. Ser "o maior do mundo" em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade”. (Nelson Rodrigues)
Esta atividade sugerida trata-se de desenvolver um texto argumentativo que afirme ou refute esta afirmação de Nelson Rodrigues. Lembre-se de ‘atualizar’ esta afirmação do autor trazendo-a para o contexto da Copa do Mundo 2006, em que iniciamos como um time ‘imbatível’ e logo no primeiro jogo contra a Croácia já nos vimos acometidos pelo sentimento de fracasso. Trabalhar esta ambigüidade em que vivemos mergulhados, expressa com grande força, particularmente no universo futebolítisco, será de grande valor pedagógico.
Note que a palavra argumento tem uma origem curiosa: vem do latim argumentum, que tem o tema argu, cujo sentido primeiro é fazer brilhar, iluminar. E a raiz é a mesma argênteo, argúcia, arguto.
Um texto argumentativo é o texto em que defendemos uma idéia, opinião ou ponto de vista, uma tese, procurando (por todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-a, creia nela. Num texto argumentativo, distinguem-se três componentes: a tese, os argumentos e as estratégias argumentativas.
Passos sugeridos
1 - Identifique e contextualize Nelson Rodrigues. Para isso, busque sites sobre Nelson Rodrigues e sua biografia, como esse.
2 - Leia e releia a afirmação do escritor e certifique-se de que seus alunos puderam compreendê-la em todos os seus possíveis sentidos.
3 - Divida a classe em dois grandes grupos [A e B] – Subdivida cada grande grupo em grupos menores.
4 - Aos subgrupos do Grupo A caberá a tarefa de desenvolver argumentos que confirmem a afirmação de Nelson Rodrigues
5 - Aos subgrupos do Grupo B caberá a tarefa de desenvolver argumentos que refutem a afirmação de Nelson Rodrigues.
6 - Se você é um professor de Língua Portuguesa, com certeza já ensinou aos seus alunos como se constroem textos argumentativos. De qualquer maneira, nunca é demais pesquisar em sites confiáveis e sugerir a seus alunos que façam o mesmo, divulgando e publicando a estrutura básica dos textos argumentativos. Dê uma olhada neste site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em que você poderá encontrar as explicações fundamentais de como produzir e ensinar seus alunos a escreverem um texto argumentativo.
1 - Produza um debate envolvendo os dois grandes grupos.
2 - Consulte o Yahoo! Respostas (serviço de busca social do Yahoo! onde os próprios usuários perguntam e respondem qualquer tipo de assunto) e veja as opiniões dos usuários sobre a importância do Futebol no Brasil, em resposta à pergunta que lá está publicada: "Que benefícios a copa do mundo traz para o Brasil?”. Considere usá-las como argumento para seu texto ou prepare, com seu grupo, uma pergunta que possa ser publicada no Yahoo! Respostas como contribuição para o debate em questão.
Por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação
Publicado por renata em
26 de junho de 2006
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Trabalhe com a Copa do Mundo na disciplina de História. (Imagem: Sxc.hu)
Atividade sugerida - Em 2006, a Alemanha receberá a 18ª Copa da história em momento diferente de quando recebeu o torneio pela primeira vez, em 1974. À época, o país era dividido pela Guerra Fria em Ocidental e Oriental. Os alemães do oeste viram a seleção da casa faturar seu segundo título.
Uma sugestão de atividade básica, usando a Copa do Mundo que acontece na Alemanha, poderia ser de acordo com os seguintes passos.
1 - Relacionar esporte e política.
2 - Conhecer a Alemanha e pesquisar a “Queda do Muro de Berlim” no Yahoo! Brasil.
3 - Investigar, nos sites indicados pelo professor, qual a realidade da Alemanha hoje após a queda do muro.
Por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação
Publicado por renata em
26 de junho de 2006
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Dica - O professor Eziquiel Menta, do EscolaBR.com, nos enviou um artigo muito interessante sobre como fazer um podcast para sua escola. O EscolaBR é um portal de informática na educação e software livre. Envie você também sua dica através do nosso canal Participe. Veja aqui um resumo das dicas do professor para usar o podcast na educação ou o acesse o artigo completo original do professor.
“Podcast: Quebrando o silêncio na integração de mídias na educação
Por Eziquiel Menta e Gílian Cristina Barros
- Psiu! Silêncio por favor! Gostaria da atenção de vocês!
Esta é uma das frases mais ditas no mundo, tanto por pais quanto por professores. O se ter e fazer silêncio em meio à apresentação de conteúdos, principalmente na escola, sempre foi considerado importante.
Primeiras Descobertas
Criamos uma rádio online em agosto de 2004 para uma oficina a distância realizada no ambiente e-ProInfo - Almanaque Paraná Virtual - onde os cursistas-produtores (professores) realizavam pesquisas relacionadas a cidades do Paraná. A rádio apresenta músicas que se referem ao estado do Paraná, tendo como objetivo o resgate e criação de acervo destas canções.
Durante as experiências no desenvolvimento da rádio para o curso Almanaque Paraná Digital, acreditando ser importante divulgar as descobertas técnicas, foi produzida uma página onde estão reunidos links e vídeo-aulas que auxiliam na utilização e produção de rádio online, numa tentativa de divulgação para envolvimento de outros professores em projeto escolares na criação de programas de rádio.
Podcast?
Em 2004, o termo PodCast é utilizado pela primeira vez em referência a programas gravados em áudio e disponibilizados na internet que podem ser “assinados” utilizando da mesma tecnologia de feeds para entrega automática de notícias já encontrada nos sites.
Podcast ou audioblog?
Audioblog é semelhante ao weblog, só que, em vez de textos, o autor publica arquivos de áudio. Mas o que diferencia este do podcast é que para ouvir esses registros sonoros é necessário acessar a página do blog da pessoa que publicou, já no caso do PodCast, além desta opção, pode-se também receber os novos arquivos automaticamente sem nem acessar a página do autor, utilizando um agregador adequado.
A questão dos direitos
Nos trabalhos percebemos que a produção de podcasts abre caminhos para o estudo e discussão das questões dos direitos autorais e morais, bem como do desenvolvimento de nossa postura e ética frente a um trabalho colaborativo.
Logo, podemos e temos que produzir um PodSeguro, ou seja, um Podsafe, que são os podcasts que não ferem a lei dos direitos autorais, que são criados com a preocupação de assegurar todos os direitos dos reais produtores. Existem muitas músicas e produções sonoras que possuem licenças alternativas ao copyright permitindo a sua execução sem precisar de autorização formal do autor, em alguns casos podendo até alterar a música, claro que sempre citando o autor.
Alguns podcasters, como são chamados os produtores de Podcast, utilizam em seus programas músicas com essas licenças, em alguns casos programas inteiros são dedicados ao tema, uma forma de divulgar essas produções que nem sempre conseguem acesso aos espaços formais e institucionais de divulgação.
Projetos Colaborativos
O projeto Sintonize! Das ondas do Rádio aos Espaços da Web foi baseado na metodologia de trabalho colaborativo em grupos e em projetos de aprendizagem, onde através da necessidade de organização das programações, as pesquisas e os temas foram sendo pesquisados, coordenado pelos Assessores de Tecnologia na Educação, Eber Lee Cassiano dos Santos, Gílian Cristina Barros, Lucélia Maria Souza de Oliveira e Eziquiel Menta.
O projeto Rádio Novela tinha o desafio era construir uma rádio-novela com os alunos, desde a escrita, gravação e interpretação dos personagens e sonoplastia. Todos os participantes do projeto registraram suas percepções através de um blog. Através desta ferramenta os registros dos alunos foram recebendo sugestões, críticas e questionamentos através dos comentários deixados no blog pelos visitantes que por ali navegavam.
No ano de 2005 a secretaria do estado do Paraná lançou um projeto estadual intitulado Educação Com Ciência, cinco grandes feiras de ciências, onde alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas se reuniam na cidade sede para apresentar trabalhos de pesquisa científica e participar de oficinas no período matutino. Foi realizado o projeto Blogando Com Ciência.
Antes de participarem das oficinas os alunos tiveram que levar uma ficha de autorização/cessão dos direitos autorais, onde os pais autorizaram e permitiram que as produções textuais, sonoras e de imagem fossem disponibilizadas em espaço virtual.
Mais sobre podcasts
Para incrementar os programas é possível realizar entrevistas utilizando gravadores ou se não for possível estar no mesmo espaço geográfico, utilizar-se dos serviços de VoIP disponíveis gratuitamente na web. A nossa primeira experiência em realizar uma entrevista dessa forma, aconteceu com as gaúchas Íris Tempel e Beatriz Corso Magdalena, professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através do programa Skype, onde todos estavam numa cidade diferente. Por medida de segurança, o programa foi gravado com o Audacity em um computador e realizado com outro software freeware.
Tecnicidades necessárias
Para utilização de podcasts ou audioblogs na educação algumas dificuldades têm sido encontradas, com certeza as principais de ordem técnica, pois por ser uma tecnologia nova e ainda em desenvolvimento alguns processos e ajustes ainda não possuem uma efetiva automação.
Na transformação do arquivo de áudio em um podcast, é necessário que seja criado um arquivo chamado de feed, usando uma linguagem específica. Com esta página as pessoas podem “assinar” e receber os programas através de seus agregadores. Este endereço é também cadastrado em serviços conhecidos como diretórios, que servem como uma espécie de catálogo para encontrar podcasts, divididos por assuntos, idiomas, países, etc.
A criação e divulgação de um feed é importante, pois, muitas vezes o que nos diferencia, enquanto educadores, de empresas, por exemplo, é a capacidade de divulgação de nossas produções, uma vez criado o feed e divulgada adequadamente, a produção dos alunos ganha uma publicidade muito maior e por conseqüência interações, através dos comentários que surgem de vários cantos do planeta o que mostra a importância do trabalho realizado.
O tamanho dos arquivos produzidos também tem sido uma dificuldade, pois em geral, são arquivos grandes e os espaços das escolas para seus sites não ultrapassam 300 megas em média (baseando-se em serviços gratuitos) o que impede, por exemplo, arquivar programas antigos. Uma das soluções é a de durante a conversão do arquivo de áudio para mp3, configurando o software utilizado para realizar uma compactação do arquivo para um formato de 32 bits mono, perdendo um pouco da qualidade mais ganhando em economia de espaço.
Uma alternativa para distribuição destes programas seria ao final de um projeto específico, gravar as produções em CDs de áudio para que não ficassem perdidos e até mesmo distribuí-los no comércio e imprensa locais para divulgação das produções."
Esta é uma versão resumida do artigo completo em PDF está disponível no EscolaBR ou você pode lê-lo aqui no Yahoo! Busca Educação (formato PDF, 24 páginas).
Publicado por renata em
23 de junho de 2006
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Fátima Franco, pesquisadora de tecnologia educacional.
Entrevista - Fátima Franco é educadora e "contadora de histórias" no meio digital. Mestre em Linguística com especialização em Educação à Distância, é assessora pedagógica em projetos de atualização de professores em internet. Como sempre escreveu para crianças, desde o tempo de professora primária, Fátima decidiu criar o blog Historinhas, já em segunda versão, com o objetivo de analisar as diferentes formas de interação entre leitor-autor, na construção de textos narrativos, de forma colaborativa. Fátima também é moderadora da lista de discussão Blogs Educativos. Fátima foi entrevistada pelo Yahoo! Busca Educação. Confira e comente as opiniões da professora.
Quando você começou a se interessar pela internet e pelos blogs como ferramenta para educação?
Utilizo a internet desde 98, sempre com fins acadêmicos e meu primeiro trabalho na rede envolvendo alunos, ocorreu em 2000. Participamos com alunos de 3ª e 4ª séries do ensino fundamental, no projeto "A escola e o meio ambiente", utilizando o e-mail como ferramenta pedagógica.
O interesse pelos blogs surgiu em 2001, a partir de um curso de extensão, quando usamos os blogs como um webfólio, de forma colaborativa.Os blogs estavam no início e o interesse pela ferramenta ficou um pouco esquecido, assim como o blog do curso que acabou sendo deletado.
Em 2004, iniciei o trabalho no blog Historinhas, com objetivo educacional e de pesquisa sobre o processo de interação em blogs.
Em 2005, a partir de um chat sobre blogs e educação, percebi que ainda havia poucas iniciativas, discussões e muitas dúvidas sobre o uso desta ferramenta como recurso pedagógico. Criei então a lista Blogs Educativos, como um espaço para troca de informações entre educadores. A maioria dos professores que participaram do chat fazem parte da lista e trocam informações sobre a produção dos blogs, e o uso com os alunos em diferentes séries. Como as experiências foram proveitosas, hoje discute-se além de blogs, a internet e a Web em sala de aula.
Começamos com 6 participantes e hoje já somos mais de sessenta. No início tínhamos professores que não sabiam como usar a lista de discussão, como criar blogs e como usá-los na educação.
Durante este período pode-se perceber o amadurecimento do grupo, na troca de informações, nos pedidos de ajuda e, principalmente, no uso de diferentes TICs. Já temos também um blog, onde são apresentados os links para os trabalhos dos professores participantes a lista de discussão.
Esta lista é um exemplo da importância das tecnologias na educação, pois ela permitiu a troca de informações e o aprendizado entre educadores que, conseqüentemente, transferiram estas habilidades a seus alunos.
Quais são os problemas que os professores enfrentam com a questão da tecnologia na educação, na sua opinião? Quais as dicas que você daria?
Há problemas técnicos e pedagógicos.
Em relação aos técnicos: falta de laboratórios ou laboratórios mal equipados nas escolas e atualização do professor para uso das TICs. Em relação aos aspectos pedagógicos observa-se que, quando há o uso do laboratório de informática, com raras exceções, não há um projeto pedagógico que se relacione ao uso das TICs. Quando há um projeto, a maioria deles apresenta como professor responsável apenas o professor que trabalha no laboratório de informática, não havendo envolvimento da comunidade educativa, com raras exceções.
Outra observação refere-se à busca por novas ferramentas, não havendo no entanto, a preocupação de demonstrar como estas ferramentas possam ampliar a aprendizagem de diferentes conteúdos.
Estes problemas poderiam ser contornados com a capacitação adequada de todo o pessoal da escola e na elaboração de um projeto pedagógico que contemplasse todos estes aspectos.
Os blogs podem ser uma ferramenta de troca de experiências, de forma coletiva, onde os professores, pais, pessoal administrativo e também os alunos, discutissem o uso de diferentes ferramentas no processo de aprendizagem. Desta forma, não haveria iniciativas isoladas dentro da escola.
O que falta acontecer para que mais professores estejam envolvidos com tecnologia na educação?
Para se envolver com Tecnologia Educacional é preciso traçar objetivos. A partir do momento em que o professor direciona seu trabalho com o objetivo de oferecer diferentes oportunidades de aprendizagem, ele se interessa pela tecnologia. Para isto é importante que o professor tenha oportunidades de letramento digital. Sem este letramento ele continuará a relegar as TIC's a um segundo plano.
Quanto ao futuro penso que o mercado de trabalho irá fazer com que os professores trilhem novos caminhos. Como já acontece em outras áreas, em que a atualização/avaliação determina o desempenho do profissional, penso que mais cedo ou mais tarde isto também será cobrado do professor.
Enquanto isto, a partir da observação em blogs e listas de discussões, percebo que, atualmente, há uma compartimentalização no uso das TICs nas escolas. Não há envolvimento de todos os professores. São poucos os trabalhos que relatam o envolvimento da escola. A maioria são de relatos isolados de professores, como se pode verificar nos blogs. Mas, penso que isto tende a mudar, a partir, principalmente destes blogs, já que a divulgação dos trabalhos realizados de certa forma coloca a escola em evidência.
Você é uma "contadora de histórias" também em versão digital, com seu blog de histórias. Conte um pouco sobre esse seu interesse e como "traduziu" o contar histórias para o blog.
Meu interesse como contadora de histórias digital foi uma continuidade de meu trabalho. Há alguns anos, trabalhava como coordenadora pedagógica, em escolas rurais que ainda não tinham bibliotecas e comecei a criar livros para que os alunos pudessem ter material de leitura. Como tempo estes livros passaram a ser usados por diferentes escolas. O retorno era imediato, já que estava sempre em contato com as crianças, que inclusive pediam histórias sobre diferentes temas. A partir do momento em que fui trabalhar com ensino superior, senti falta da intervenção dos leitores.
Então, decidi começar o Historinhas para ter contato com diferentes leitores e iniciar uma pesquisa sobre as formas de interação em blogs. Algumas das histórias publicadas nos livros foram apresentadas no blog e modificadas pelos comentários dos leitores, que alteraram as ações, criaram novos eventos e decidiram os finais dos textos.
Para adequar à linguagem dos blogs os textos são apresentados em capítulos. Cada capítulo/post permite a interferência do leitor que é apresentada no capítulo/post seguinte. Ao final da história, os leitores podem, até mesmo, ter se tornado personagem.
O blog já está numa segunda versão e tem sido utilizado como material de pesquisa sobre a linguagem e o processo de interação utilizados pelos leitores. Contar histórias, portanto, além do caráter lúdico, é uma forma de utilizar o blog como recurso educacional e uma ferramenta de avaliação do processo de compreensão de leitura. E, professores do ensino fundamental estão convidados a participar do blog.
Publicado por renata em
1 de junho de 2006
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