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Notícia - O encerramento do Congresso EducaRede com a conferência "Sociedade em rede e comunidades virtuais" com Jesús Beltrán Llera da Universidade Complutense de Madri (Espanha) e Nelson De Lucca Pretto da Universidade Federal da Bahia (Brasil) marcou o momento de maior polêmica do congresso. Após a conferência, foi realizado ainda o lançamento da Coleção EducaRede - Internet na Escola, distribuída entre os participantes.
O convidado internacional Jesús Beltrán Llera relatou a experiência do Centro de Formação Avançada EducaRede na Espanha. Llera atraiu aplausos e risos ao parabenizar os professores e comentar: "nós somos uma geração apegada ao sofrimento, quando éramos alunos, estavam no poder os professores, agora que somos professores, quem tem o poder são os alunos". Para Llera, "o poder está nas novas tecnologias e no acesso à informação". O professor destacou, no entanto, "que o poder é instrumental". "Se alguém vai à internet apenas para cortar e colar um trabalho, onde está o conhecimento?", perguntou Llera. "Informação sozinha é só ruído, adicione sentido e tenha o conhecimento", completou. "Precisamos promover a pedagogia da imaginação, aquela para os apaixonados pelo conhecimento", disse ainda o professor ao final de sua exposição.
Nelson Pretto: Leiam o cordel da TV digital
O último conferencista do congresso, Nelson Pretto da FACED/UFBA, levantou a maior polêmica. O professor iniciou lembrando que a internet é a "linguagem da meninada" mas não só. Mostrando uma tela cheia de siglas de 'internetês', Pretto comentou "também dois investidores fechando um negócio de 15 milhões dialogam com essa linguagem".
A velocidade e a obsolescência, em uma referência à participação de Las Heras, foram destacadas por Pretto como "doenças modernas". "O Negroponte, não esse dos US$100, mas o Negroponte da primeira fase de seus trabalhos, dizia que vivemos em uma fase de obesidade digital, com estímulo contínuo a trocar de máquina", afirmou Pretto.
A concentração da mídia é um dos maiores problemas para a educação de acordo com o professor. "Educadores, leiam o cordel sobre TV digitla do grupo Ventilador Cultural e participem deste debate", instigou o professor. O cordel foi lido pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil recentemente e continha duras críticas ao Ministro das Comunicações Hélio Costa. "Temos que sair do modelo da escola fordista e partir para uma pedagogia da diferença, a escola tem de ser um espaço de rebeldia, de provocações, o mercado que deve ser o espaço de acomodação", concluiu Pretto com aplausos fortes do público.
O IV Congresso Ibero Americano EducaRede está previsto para 7 a 9 de junho de 2007 em Santiago do Chile.
Publicado por renata em
31 de maio de 2006
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Notícia - O Yahoo! Busca Educação participou do III Congresso Ibero-Americano EducaRede: Educação, Internet e Oportunidades ontem, dia 29 de maio. O painel "Pesquisa na Internet" contou com a presença de Januária Cristina Alves, coordenadora de Conteúdo do Yahoo! Busca Educação e de Sônia Bertocchi (EducaRede), que falaram para uma platéia de mais de 80 educadores de todo Brasil.
Sônia Bertocchi, educadora, com vasta experiência em formação de professores em meio digital, focou sua apresentação na questão "Como avaliar o que encontro na Internet?", abordagem que muito interessou aos professores presentes, sempre às voltas com a problemática de como pesquisar em fontes confiáveis. Sônia enfatizou que é preciso trabalhar no sentido de "desenvolver habilidades de análise objetiva e de escolha criteriosa das nossas fontes, o que quer dizer avaliar criticamente o conteúdo e a forma dos sites os quais navegamos". Ela desenvolvou toda uma pesquisa a respeito de como testar a credibilidade dos sites e disponibilizou este material no site do Educarede www.educarede.org.br.
Januária Cristina Alves apresentou o Programa Yahoo! Busca Educação para os educadores presentes, com ênfase na sua concepção pedagógica e seus objetivos para a formação do professor e do aluno pesquisador. Os educadores frisaram a importância da criação de um espaço que resgate não só a questão da pesquisa em meio digital, mas a própria importãncia dos procedimentos de pesquisa como habilidade fundamental para a aquisição de conhecimentos. Para eles, operar a internet não requer grande habilidades - a maioria tem alunos monitores, por exemplo, que dominam muito bem a tecnologia - mas ajudar os alunos a pensar, a construir seus próprios caminhos de aprendizagem, é o grande desafio da escola contemporânea.
Por Equipe Yahoo! Busca Educação
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30 de maio de 2006
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Notícia - A professora Denise Mafra, da Escola Estadual Joaquim Silvado, enviou para o Yahoo! Busca Educação um relato completo sobre o primeiro dia do Congresso EducaRede. A educadora dá seu ponto de vista sobre os testemunhos dos especialistas e todo o evento. Participe você também do Yahoo! Busca Educação ou comente o texto sobre o evento.
"Ontem no Memorial da América Latina teve início o III Congresso Educarede cujo tema é "Educação, Internet e Oportunidades". Acontecimento organizado por especialistas em Educação e Tecnologia, pela primeira vez, realiza-se no Brasil. Em seu primeiro dia contou com cerca de 1.500 participantes.
A recepção aos participantes inscritos no Congresso foi tranqüila e agradável. Na cerimônia de abertura os convidados palestrantes nos brindaram com a apresentação das possibilidades que a incorporação das novas tecnologias ao cotidiano escolar poderão nos trazer. Fizeram também uma análise das condições atuais do uso das ferramentas da internet no ensino.
Coube a cada representante das organizações e instituições ali presentes destacar as realizações das mesmas no que diz respeito à implantação das diversas ferramentas facilitadoras da inclusão e do desenvolvimento na área da Informática Educacional.
Os trabalhos das palestras, painéis e oficinas revelaram importantes avanços e, ao mesmo tempo, destacaram os desafios que as condições objetivas nos apresentam na tarefa de educar no mundo contemporâneo.
Na manhã da abertura tivemos a conferência de abertura do evento "Educação e Desenvolvimento: cenários para a Educação em países ibero-americanos".
Alberto Croce, da Argentina, fundador e presidente da Fundácion SES (Sustentabilidad, Educación, Solidaridad) e Guiomar Namo de Mello, Brasil, EBRAP (Escola Brasileira de Professores) foram os conferencistas. A mediação ficou sob a responsabilidade de Maria do Carmo Brant representante do Cenpec.
Croce iniciou sua fala citando o educador Paulo Freire, para afirmar que jamais, estando no Brasil e em São Paulo, poderia iniciar um evento de educação sem mencionar esse grande educador, bem como sua importância para educação mundial. Parafraseando o mestre brasileiro disse: “Fazer boas perguntas é melhor que dar boas respostas”.
O palestrante argentino apresentou uma abordagem a partir de quatro questões, consideradas por ele, imprescindíveis à discussão “Educação X Desenvolvimento”: a) O que é possível esperar da Educação no contexto atual? b) Que condições de desenvolvimento existem? c) Quais são as pessoas envolvidas? d) Qual o papel do desenvolvimento social?
Alberto Croce afirmou que o grande desafio está na garantia do direito à educação e que isso deve ser um projeto de nação, pois, significa um caminho às conquistas de outros direitos. Só assim haverá construção social. Recuperando uma análise conhecida de Bourdieu, salientou que a educação reproduz o sistema no qual está imersa.
Embora saiba que, como Freire afirmou, a educação sozinha não transforma a realidade total, considera a alta qualidade educacional, o seu grande potencial de transformação, sem o qual a sociedade não muda. Frisou que não é possível falar em educação sem levar em conta antigas questões relativas à qualidade social: valorização do capital humano, investimento no docente e em sua formação continuada, melhoria das condições de trabalho e do ambiente escolar, entre outros.
Para finalizar, Croce deixou uma provocação: “Que modelo de Educação desejamos para os nossos países hoje e nos próximos anos?”
Com o tema “Fotografia e Visão da América Latina”, Guiomar Namo de Mello trouxe-nos novos dados para compor o cenário atual da educação latino-americana.
Situando o Brasil no quadro ibero-americano, destacou que o número de professores brasileiros corresponde à toda população do Uruguai. Um dado que, por si mesmo, revela a dimensão dos desafios relativos aos investimentos no campo educacional. Namo de Mello destacou que o trinômio “Igualdade, Identidade e Qualidade”, respectivamente, nos leva a pensar sobre a garantia ao acesso, o respeito à diversidade e o estímulo à aprendizagem.
Para ela, a identidade é um direito que se concretiza pelo tratamento diferente dos diferentes. Para atender a diversidade, a escola precisa de autonomia, condição que requer a definição de novos rumos e novas diretrizes.
Segundo Guiomar, é necessário um esforço de compreensão do futuro, para pensar o mundo no qual nossos jovens viverão, daqui a 20 anos. Que carreiras profissionais serão importantes? Que profissões ainda existirão e quais serão criadas?
A estimativa apresentada por ela é a de que 70% das carreiras, que serão importantes, ainda não existem. Mais da metade dos que estiverem no final de sua vida produtiva passarão por, pelo menos, duas carreiras antes disso. O conhecimento acumulado no mundo dobrará a cada 73 dias (hoje se dá a cada cinco anos).
Aqui nos permitimos parafrasear Alberto Croce: “Qual modelo de Educação existirá em nossos países nos próximos anos? Que educadores teremos formado? Quem serão nossos educandos?
Refletir sobre a escola que temos e a escola que queremos poderá nos levar a uma reconstrução do contexto educacional, bem como sobre o nosso papel e nossa função diante das mudanças que desejamos.
Encerrando sua fala, Guiomar nos contemplou com as palavras do educador Rubem Alves:
"Hoje não há razões para otimismo.
Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo.
Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração. Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: “E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível”. Otimismo é alegria por causa de: coisa humana, natural. Esperança é alegria a despeito de: coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade.
O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce. Basta-lhe um morango à beira do abismo. Hoje, é tudo o que temos ao nos aproximarmos do século XXI: morangos à beira do abismo, alegria sem razões.
A possibilidade da esperança. (1999)"
Por professora Denise Mafra, da Escola Estadual de SP Joaquim Silvado
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30 de maio de 2006
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Notícia - Aconteceu no Congresso EducaRede, a conferência "Rumo às sociedades do conhecimento" com Antonio Rodriguez de Las Heras da Universidad Carlos III de Madrid (Espanha) e Cláudio Menezes da Divisão para a Sociedade da Informação - Unesco de Paris (França). A mediação foi de Sérgio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica. A conferência começou com a premissa polêmica do professor Las Heras de que "não estamos ainda em uma Sociedade do Conhecimento, estamos em transição de uma era industrial para a da informação".
Para o professor espanhol, "a característica da Sociedade de Informação é um processo de migração para o mundo digital e uma atividade como a educação não pode ficar à margem". "Precisamos ver o que há do outro lado do espelho, na tela dos nossos computadores, no novo mundo digital", completou.
Os dois especialistas concordaram, no entanto, que a mudança para uma sociedade do conhecimento não é um processo sem obstáculos. "Atualmente temos uma sociedade dual, há os que estão produzindo e tendo contato com computadores e há os que não têm acesso", disse Las Heras. "De nada vale o conhecimento se só uma minoria o tem", complementou ainda o professor. A tecnologia e a educação são as vias mais importantes para o conhecimento em uma sociedade de acordo com o professor.
Cláudio Menezes, da Unesco, começou concordando que "o conhecimento tem papel central no desenvolvimento das nações em um mundo globalizado". O especialista da Unesco recordou ainda os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Unesco. "O progresso em direção às Metas é modesto, mas há um toque de otimismo", afirmou Menezes. "A tecnologia educacional ainda não está madura, faltam instrumentos adequados", disse o representante da Unesco. O relatório da Unesco sobre as metas do milênio e a proposta para uma sociedade do conhecimento estão no site da organização.
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30 de maio de 2006
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Notícias - O Yahoo! Busca Educação participou do III Congresso Ibero-Americano EducaRede: Educação, Internet e Oportunidades hoje, dia 29 de maio, no painel Pesquisa na Internet. O painel teve as presenças de Januária Alves, coordenadora do Yahoo! Busca Educação, Sônia Bertocchi (EducaRede) e Edméa Oliveira dos Santos (UFBA/UNEB). A apresentação de Januária Alves está disponível para os leitores do blog aqui (formato PDF, tamanho 617KB).



Participantes do Congresso EducaRede 2006: Januária Alves (1a foto); Airton Dantas/Cenpec, Sônia Bertocchi/EducaRede e Januária Alves; Sônia Bertocchi, Edméa Oliveira dos Santos/UFBA e Januária Alves (3a foto). (Crédito: Daniele Alves Pereira)
O congresso, promovido pela Fundação Telefônica, ocorrerá até amanhã no Memorial da América Latina, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas por meio do portal EducaRede, onde se pode ver também a programação do evento. A inscrição para professores da rede pública, estudantes e aposentados custa R$ 80 e para profissionais de outras áreas, R$ 120.
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29 de maio de 2006
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Agenda - Estão abertas as inscrições para o III Congresso Ibero-Americano EducaRede: Educação, Internet e Oportunidades. O evento, que acontece nos dias 29 e 30 de maio, terá a participação do Yahoo! Busca Educação. Promovido pela Fundação Telefônica, o congresso ocorrerá no Memorial da América Latina, em São Paulo.
O Yahoo! Busca Educação participará do painel "Pesquisa na internet" no dia 29/5 às 14h. Januária Alves, coordenadora do Yahoo! Busca Educação, participará do debate junto com Sônia Bertocchi (EducaRede) e Edméa Oliveira dos Santos (UFBA/UNEB). De acordo com Januária, "O Yahoo! Busca Educação é um programa que visa contribuir para a formação de professores pesquisadores e nossa presença colabora para discutir como as novas tecnologias podem melhorar a educação no Brasil".
O congresso promove a discussão sobre formas de inclusão de novas tecnologias nas escolas. Alguns dos temas que irão inspirar as conferências, mesas-redondas, painéis e oficinas serão "Internet e a sociedade da informação"; "Comunidades virtuais de aprendizagem"; "Práticas docentes com novas tecnologias", "Educação à distância" e "Internet e inclusão social". As inscrições podem ser feitas por meio do portal EducaRede, onde se pode ver também a programação do evento. A inscrição para professores da rede pública, estudantes e aposentados custa R$ 80 e para profissionais de outras áreas, R$ 120.
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23 de maio de 2006
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Notícia – O Museu da Pessoa e o Yahoo! Busca Educação fecharam uma parceria para um intercâmbio de ações e conteúdos. O Museu da Pessoa é um museu virtual de histórias de vida. Fazem parte do seu acervo depoimentos, fotografias, documentos, desenhos, gravações em áudio e vídeo sobre a história de vida de pessoas célebres e anônimas. Com esta parceria, os professores que acessarem o YBE poderão, além de conhecer os conteúdos do Museu da Pessoa, trabalhá-los mais especificamente em suas aulas, por meio de dicas e sugestões de atividades periódicas.
O Museu da Pessoa desenvolve ainda mais de 50 projetos em todo o Brasil, com diferentes empresas, sindicatos, associações, comunidades e escolas. Entre eles, o Yahoo! Busca Educação colaborará com o Programa Memória Local, cujo foco é a história oral como forma de resgate da memória. Especialistas em educação levam às escolas públicas e privadas os recursos e sugestões pedagógicas do Museu da Pessoa, num amplo trabalho de formação de docentes e alunos.
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19 de maio de 2006
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Dica - Um dos portais de educação mais acessados de todo o Brasil, o Klickeducação, está com uma ótima novidade para professores. Todos os professores poderão acessar gratuitamente o conteúdo do Klickeducação durante um ano. Basta fazer um cadastro específico de atuação profissional na área de ensino, de acordo com os requisitos do portal.
O conteúdo do Klickeducação está disponível também agora para assinantes do provedor de acesso banda larga Speedy, da Telefônica em SP, cerca de 1,6 milhões de pessoas. O Klickeducação mantém ainda uma base de assinantes do portal que têm acesso às seções Pais, Alunos e Professores.
Entre os parceiros do novo Klickeducação está o Yahoo! Busca Educação, que você pode acessar diretamente a partir da barra horizontal superior ou da área Professores. Outros sites de conteúdo no Klickeducação são o Vestibular, o Klickescritores e o Mundo Games. Saiba mais sobre a parceria do Klickeducação e do Yahoo! Busca Educação aqui.
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18 de maio de 2006
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Atividade Sugerida - "O vídeo ajuda o professor, atrai os alunos, mas não modifica a relação pedagógica." (Edgar Morin)
O que Edgar Morin quis dizer? Na verdade, saber usar o vídeo em sala de aula é o que faz a diferença. O que será que é preciso saber para usar o vídeo, a internet, o cinema, o jornal etc. na sala de aula? Para que, de fato, se estabeleça uma relação pedagógica consistente, inteligente, produtiva e crítica? (Saiba mais sobre o autor Edgar Morin).
É necessário que o professor conheça os elementos que compõem a linguagem videográfica, saiba identificar o gênero a que o vídeo escolhido pertence, bem como seja capaz de contextualizar sua respectiva produção. E assim proceda como todos os outros tipos e suportes de textos e de imagens.
Cinema e vídeo, via internet, na sala de aula
Desde há algum tempo e cada vez mais utilizados, filmes e vídeos são valiosas ferramentas para o trabalho pedadógico. Porém, é sempre bom lembrar e sistematizar metodologicamente as possibilidades de uso desses recursos em sala de aula e, mais do que isto, entender o cinema, o vídeo, a TV, a internet, como linguagens que precisam ser lidas e entendidas de forma sensível e crítica por alunos e professores.
Com a parceria que o Yahoo! Busca Educação acaba de fazer com o portal Klickeducação, fizemos um roteiro para o repertório de filmes e vídeos qualificados e indicados para o público de educadores.
O cinema e o vídeo na sala de aula - de que estamos falando?
Se a escola, por um lado, já tem familiaridade com o livro e com o texto e sabe, na maior parte das vezes, como introduzi-los e aprensentá-los aos alunos, isto é, informando-os ou solicitando que eles busquem saber quem é o autor e em que circunstâncias (contexto) tal texto ou livro foi produzido, por outro lado, os vídeos e os filmes são projetados como “conteúdos animados” sem contudo capacitarem os alunos à leitura da linguagem videográfica e portanto sem que possam ser compreendidos e criticados esteticamente (forma como é apresentado determinado conteúdo), e politicamente (seu contexto de produção).
A projeção de filmes e vídeos, principalmente quando pertencem ao gênero documentário, são na maior parte das vezes apresentados aos alunos como a mais veemente expressão da verdade sobre este ou aquele fato, pois a articulação de imagens em movimento e depoimentos dados por personagens reais lhes confere a aura da mais irrefutável noção de “fato histórico” e portanto de “verdade indiscutível”.
Na esteira desses equívocos o que vemos é o fato da escola se omitir da necessidade de “alfabetizar visualmente” crianças e jovens de maneira que eles possam compreender e apropriarem-se criticamente dos recursos e elementos da linguagem de que se valem os produtos audiovisuais, que hoje imperam e povoam o cotidiano de todos nós.
Mais do que entreter e “modernizar” as práticas pedagógicas, por “pra rodar” um filme ou vídeo em sala de aula, requer que o professor entenda com quais linguagens ele irá trabalhar e ofereça aos seus alunos um roteiro de procedimentos que devem ser observados para um trabalho produtivo e crítico.

Luz, câmera, ação!
Testando! Veja abaixo algumas dicas para uma projeção sem problemas:
- Lembre-se de checar previamente as instalações onde vai projetar o vídeo: sala, equipamento, luz, som e a própria fita de vídeo ou DVD, de forma que tudo funcione sem provocar dispersões desnecessárias no grupo de alunos.
- Faça sempre uma breve apresentação do que verão procurando despertar a curiosidade e a atenção do grupo.
- Quando se tratar de um tema que exige o uso de vários vídeos ou de vários trechos deles, selecione-os previamente.
Audiovisual - que linguagem é esta?
Preparar o ambiente e se assegurar de que todos os dispositivos técnicos estão funcionando é tão importante quanto as questões que sugerimos abaixo como formas de se explorar a linguagem videográfica. Vejam:
* Quem é(são) o(s) autor(es)?
* Quem é o diretor?
* Quem são os produtores?
* De quem é o roteiro?
(Na ficha técnica do vídeo você consegue localizar estes e outros dados que são importantes referências para a sua contextualização).
* Do que trata o vídeo? (Por meio desta pergunta, o tema do filme é revelado).
* Como o tema foi abordado? (Esta pergunta orienta o grupo a identificar os argumentos, os personagens, as relações entre imagens, textos, recursos de áudio etc. de que se valeram para a sua produção).
* Quais e como foram usados os elementos e recursos de que se compõe a linguagem videográfica? Como se apresentam os planos, as sequências, os efeitos de luz e som, cenários, trilhas sonoras etc.?
* Em qual categoria o vídeo melhor se encaixa? Ficção, documentário, científico, artístico?
(Vale lembrar que os vídeos mesmo quando se auto definem como documentários, devem ser vistos como uma interpretação autoral, Isto é, mesmo compostos de sequências de entrevistas com personagens reais e imagens que retratam acontecimentos históricos, a seleção e a edição que o autor, o roteirista, o diretor propõem são escolhas autorais e não a “própria realidade”).
Como o vídeo pode ser introduzido na sala de aula?
Para começar, é bom lembrar das várias maneiras e dos diversos objetivos com que se pode levar filmes e vídeos para a sala de aula:
1 - Sensibilização: é o uso estratégico do vídeo, isto é, quando o filme serve para introduzir determinado assunto e por meio dele despertar o interesse para o que se quer trabalhar. Este é um expediente bastante produtivo para professores e alunos.
2 - Conteúdo: uso do vídeo como portador de informações e conteúdos que, de alguma forma, e articulado a outros conteúdos já introduzidos anteriormente, é oferecido como objeto de estudo em si mesmo. Vale lembrar da importância de ser trabalhado tanto na sua dimensão de suporte de informações como de linguagem artística e portanto revelador de um olhar autoral sobre o assunto em questão.
3 - Formação de conceitos: o vídeo aqui traz, do ponto de vista temático, o conteúdo ou parte dele que se quer trabalhar em sala de aula. Por meio de animações, imagens, trilha sonora, textos etc. (elementos próprios da linguagem videográfica), colabora para que determinado conceito seja mais facilmente compreensível pelos alunos e a partir dele se amplie a compreensão e o debate sobre o tema em questão.
4 - Contextualização/Ilustração: vídeos que se propõem à construção de cenários que dificilmente os alunos teriam acesso. Seja o fundo do mar, Roma antiga ou mesmo lugares distantes geograficamente, se oferecem como recursos que favorecem a compreensão e colaboram para o entendimento dos contextos geográficos e históricos em que acontecem determinados fatos ou realidades.
5 - Simulação: é a técnica de estudar o comportamento e reações de um determinado sistema através de modelos que imitam, na totalidade ou em parte, as propriedades e comportamentos deste sistema em uma escala menor, permitindo sua manipulação e estudo detalhado. Na área de Ciências e Estudos da Natureza, vídeos mostram em minutos o que levaríamos meses para observar e o fazem de maneira tão clara e concreta que os alunos aprendem com maior facilidade.
6 - Expressão: os vídeos podem ser produzidos também pelos alunos. Dominar a linguagem videográfica e saber usar seus recursos, tais como: enquadramento, luz, cor, texto, trilha sonora, efeitos visuais, construção de roteiro, edição, seleção de cenários e de atores, além de muitos outros elementos, são importantes recursos pedagógicos. Por se tratar de uma produção que exige o trabalho em equipe, torna-se também relevante para outras dimensões da educação.
7 - Registro/Documento: o vídeo também pode ser usado como registro de experiências e de trabalhos e portanto como produtos de avaliação da tarefa ou do processo de elaboração da atividade.

Enquete: uso de vídeo da internet como recurso pedagógico
1 - Você usa o vídeo como recurso pedagógico? Em que disciplina? Com que frequência?
2 - Você usa o vídeo disponível na internet como recurso pedagógico?
3 - Quais os critérios que o levam a selecionar os vídeos que você leva para a sala de aula?
4 - Como você avalia o seu trabalho com estes recursos?
Participe!
1 - Lance mão da busca do Yahoo! Brasil e selecione um ou mais filmes que podem ser aproveitados para você elaborar uma atividade com o uso de vídeo em sala de aula em alguma das dimensões que sugerimos no texto. Por exemplo, o uso do vídeo como "Simulação" ou como "Sensibilização".
2 - Visite o portal Klickeducação e selecione um filme dentro da seção multimídias, na galeria de vídeos para bolar sua atividade. Sua sugestão será publicada no blog e você poderá divulgar seu trabalho com grande destaque.
Por Flávia Aidar, coord. pedagógica do Yahoo! Busca Educação
Imagens: Morguefile.com e Stock.Xchng
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15 de maio de 2006
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"Uma pessoa agredida pode pedir providências às autoridades", diz a professora Cleide na aula de ética online.
Entrevista - A preocupação com o uso adequado da internet dentro e fora da sala de aula fez com que educadores tomassem uma nova atitude sobre a ética online. O assunto passou a ser de debate em escolas. Tendências como o "cyberbullying" ou a agressividade online atingem muitos jovens, que são tentados a ser algozes ou viram vítimas da falta de ética. Conversamos com Cleide Muñoz, educadora especializada no assunto.
Desde 2004, o Colégio I.L.Peretz ministra para os alunos de 5ª série a 8ª série aulas de ética na informática. Batizada de netiqueta, a disciplina é ministrada pela professora de Computação, Cleide Muñoz. A idéia para a disciplina surgiu durante um projeto de criação de blogs. Ao divulgarem seus endereços, os alunos notaram que recebiam comentários de todo tipo e reclamações começaram a surgir. A professora passou a falar durante suas aulas sobre ética na internet, enfatizando a importância de cada um ser responsável pelo que escreve. Cleide esclarece ainda os problemas do mau comportamento online, que pode gerar punições inclusive pela Justiça. Após o início dos debates, a professora afirma que os incidentes não aconteceram mais. Confira o relato de Cleide sobre a experiência.
- Como foi o começo das aulas sobre comportamento na internet? Abordar um assunto como esse não pode ser confundido como frivolidade ou deslumbramento com a internet? O que pode ser dito para lembrar da importância desse assunto para os alunos?
No começo do trabalho, faço uma roda de conversa e falo com os alunos sobre situações na internet que desagradam as pessoas. Por exemplo, hoje as pessoas, por meio de nossos computadores, entram nas nossas casas sem ao menos nos pedir licença. Já que também temos a possibilidade de entrar na casa das pessoas, que façamos isso da maneira mais educada possível. É extremamente desagradável receber uma pessoa mal educada em nossa casa, mas às vezes isso acontece, e essa pessoa pode ser mal educada até mesmo por não conhecer as regras de etiqueta. Na Internet pode acontecer da mesma forma. A partir daí, explico aos alunos regras de etiqueta na Internet. Mostro o quanto uma pessoa pode ser agredida por outros internautas e que, se ela não gostar, tem todo o direito de pedir às autoridades que tomem providências para que isso não ocorra mais. Enfatizo sempre que temos, sim, como chegar a uma pessoa que se esconde no anonimato e que hoje os órgãos de segurança já tem como garantir o auxílio adequado às pessoas que vêm sofrendo qualquer tipo de ofensa, ameaça ou preconceito, etc. Na verdade, quando trago dessa forma, há um tremendo desconforto entre os alunos, eles querem contar que já sofreram algum tipo de inconveniente, trazem exemplos e a partir da informação, as atitudes mudam.
- Durante a experiência com os blogs, você afirma ter recebido também reclamações de pais sobre mau comportamento online nos blogs dos filhos. Você acha que os pais estão preparados para lidar com temas como o cyberbullying? O que os pais devem fazer para apoiar seu filho em casa seja no caso de mau comportamento ou de vítimas de mau comportamento?
Acho que faltam informações tanto para os pais quanto para os filhos e, a partir do momento que essas informações fizerem parte do cotidiano das pessoas, elas terão muito mais facilidade em resolver seus problemas.
- Como estão as aulas de netiqueta hoje? Você vê espaços para ampliação dessa discussão, tais como intervenção do governo ou legislação que impeça problema ou oriente os alunos?
Os pais devem acompanhar o comportamento de seus filhos na internet, devem visitar a página do Orkut, conhecer as comunidades que eles participam. Se eles estiverem visitando sites inadequados, os pais devem discutir com eles porque consideram o site inadequado e não somente proibir. Enfim, como qualquer relação, deve haver diálogo em pais e filhos. A partir daí, tudo fica muito mais fácil e agradável.
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10 de maio de 2006
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Dica - Os educadores brasileiros estão cada vez mais cheios de invenções. Você sabia que há até linguagem de programação para uso na sala de aula? O educador Vanderlei Gregolin, criador do programa BetaLogo com a linguagem Logo, dá a dica de mais essa faceta da tecnologia na educação.
"A linguagem Logo é uma linguagem de programação e também um software educacional. Por exemplo, uma tartaruguinha pode ser conduzida para, entre outras coisas, desenhar em uma tela gráfica. "PF 50" desloca a tartaruga 50 passos para a frente; "GD 45" gira a tartaruga 45 graus para a direita (dela: sentido horário).
Pode-se dizer que a tartaruga do exemplo "respira matemática": muitos conceitos matemáticos podem ser explorados de forma lúdica. Para programar, basta ensinar a tartaruga, de certo modo. Digitar "aprenda casa" abre o editor de procedimentos para escrever os comandos para que a casa seja desenhada. Então, "casa" passa a ser um novo comando. Ao digitar "casa", a tartaruga executa os comandos do procedimento casa.
Ações inesperadas da tartaruga podem ser analisadas e o procedimento "casa" pode ser alterado para que o pretendido seja obtido. Com a tartaruga, brincamos com ângulos, distâncias, referenciais, cálculo mental etc. O SuperLogo 3.0 (disponibilizado em 2000) é uma implementação gratuita da linguagem Logo (NIED-UNICAMP), com muitos recursos, inclusive de multimídia. Desenvolvi o BetaLogo, que acrescenta alguns e altera outros comandos ao SuperLogo 3.0. Por exemplo, no BetaLogo o comando "M" ou "mouse" abre uma janela para um "passeio inicial" pelo Logo com o mouse.
Para instalar a versão de março de 2006 do BetaLogo basta baixar um arquivo gratuito pequeno (mais ou menos do tamanho de 1 disquete) no site do programa. Lá você pode ler também um artigo do professor José Armando Valente, que trouxe o Logo para o Brasil e foi orientado (para doutorado) pelo criador do Logo (Seymour Papert)."
Por Vanderlei Rodrigues Gregolin, professor da UNESP em Araraquara/SP
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9 de maio de 2006
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Notícia - Hoje terminou o 13o. Congresso Internacional de Educação – Educador e a Feira Internacional de Educação - Educar, cujo tema é "Como o mundo anda educando – O que o Brasil tem a aprender e a ensinar". O Yahoo! Busca Educação foi conferir o evento.
“Nenhum país pode sobreviver sem uma forte política de educação, conectada com outras políticas públicas» , afirmou o professor Philippe Perrenoud, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra, uma das "estrelas" do Congresso, para um auditório lotado de educadores bastante interessados em ouvi-lo sobre as grandes transformações pelas quais a escola tem passado nos últimos anos. Sua frase sintetizou um pouco do espírito do Congresso, que trouxe nomes do quilate de Bernard Charlot (França), Guy Claxon (Inglaterra), Teresa Vasconcelos (Portugal), ao lado dos educadores brasileiros Fernando Almeida, José Valente, Yves de La Taille, dentre outros, para colocar em pauta que, mesmo com os avanços da tecnologia caminhando a passos largos e sem retorno, a educação na era da tecnologia continua sendo uma questão política da maior importância para os países de todo mundo.
Como disse Perrenoud, "a sobrevivência de uma sociedade não depende só dos recursos naturais, mas, principalmente, em uma sociedade do conhecimento, de seus recursos intelectuais", ou seja é impossível pensar num mundo socialmente justo e ambientalmente sustentável, sem incluir aí uma educação de qualidade para os seus cidadãos. Tal afirmação nos leva a concluir que, mesmo com lousas digitais e simuladores de alto nível entrando para ficar na escola – as grande vedetes da feira – não se faz educação sem um projeto político-pedagógico consistente.
Por Januária Cristina Alves, coordenadora de conteúdo do Yahoo! Busca Educação
Publicado por renata em
6 de maio de 2006
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Dica - O professor Marcelo Cunha Bueno, diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender, enviou um artigo bastante reflexivo sobre as questões que estão envolvidas na sempre polêmica "lição de casa". O Yahoo! Busca Educação tem estado presente em muitas lições de casa pois é bastante comum que ali esteja envolvida a pesquisa em bibliotecas ou na internet. E você, o que acha da nova postura das escolas contemporâneas sobre a lição de casa? Leia o artigo de Marcelo e participe, contribuindo para o debate sobre esta questão. Lembre-se que você também pode enviar uma artigo sobre este ou quaisquer outros assuntos sobre educação e novas tecnologias. Isto pode ajudar a divulgar o seu trabalho e o de sua escola por meio do nosso canal Participe.
"Lição de casa: Uma lição para a escola
Muitas escolas e muitas famílias propõem um debate bastante pertinente e que ocupa uma grande parte da rotina escolar: a lição de casa.
Lição de casa sempre foi um elemento de discórdia entre professores e estudantes e familiares e escola. Pesa sobre a lição de casa o estigma de roubar momentos livres de brincadeiras de meninos e meninas, de obrigar pais e mães a esforçarem-se no difícil intento da educação de seus filhos e de poupar a escola de ensinar conteúdos.
Peço que façam um exercício para problematizar essa questão para além das lembranças e estigmas que a mesma carrega. Vamos pensar de uma outra forma, mais formativa. Quando me refiro à formação, não me limito somente a falar dos estudantes, mas de professores e de familiares ou parentes que realizam ou ajudam seus filhos a realizarem tais lições.
Lição de casa é um instrumento fundamental para a escola e que, de forma alguma, deve deixar de existir na rotina diária dos estudantes. É preciso deixar claro alguns pontos importantes: lição de casa não é exercício de “recognição”, ou seja, de reconhecimento; não é cópia de livro didático, de internet, de enciclopédia; não é passatempo, não é um elemento que cria obstáculos para a felicidade do final de semana; não é obstrutor da infância; não é preguiça do professor e, muito menos, atividade compensatória, por falta de tempo ou castigo.
Em oposição a essas características, aponto que o verdadeiro objetivo das lições de casa é a formação de um estudante. Entenda que esse vai além da escola, ou apesar dela. Estudante é aquele que associa, relaciona, produz, cria e experimenta o conhecimento de forma sensível. Aquele que, no teatro, lembra-se do livro; que, no livro, pensa no cinema; no cinema, pensa nos amigos... multiplica as suas perspectivas de aprendizagem. Lição de casa é um exercício de formação, de multiplicação de conhecimentos.
Conhecimentos estão em todas as partes. Não somente em internet, em enciclopédias ou em dicionários. Estamos acostumados e nos sentimos seguros com as respostas exatas, prontas. Achamos que, ao escrevê-las, conseguimos captar a sua intenção e, ainda, colocar o nosso entendimento. Isso não é aprender! Engana-se aquele que acha que, apenas resumindo, produziu algo. Em casa, sem ajuda do professor, que não pode ser confundido com livros, meninos e meninas encontram-se diante de um grande desafio. Não é fácil encontrar as próprias palavras!
Lição de casa tem de ser uma responsabilidade, primeiramente, do estudante. Ele deve se organizar e estabelecer quais os melhores horários e dias para fazê-la e entregar no dia combinado com o professor. Mas a responsabilidade também é dos pais e mães.
Educar os filhos é muito mais do que ensinar bons modos, é também fazer parte da vida escolar deles, inclusive ensinando-os o que não aprenderam na escola. Portanto, familiares devem ajudar seus filhos a pesquisarem, a escreverem textos, a se organizarem em suas obrigações e a ampliarem seus repertórios para além do que foi pedido ou para além dos materiais utilizados.
Professores devem entender que lição de casa é um exercício de formação, de estudo para eles também. Professor, quando planeja uma lição, deve pensar em provocações, desafios que vão além do que pode estar descrito em algum lugar. Devem estudar os conteúdos para traspassá-los. Lição de casa não pode ser a sua apresentação. Lição serve para sintetizar, ampliar as discussões pontuais sobre os conteúdos estudados em sala de aula. O professor deve se preocupar com esses objetivos ao passar lições. Seria impossível limitar o ensino somente à lição de casa. Garantir conteúdos é obrigação da escola.
A escola acabou por assumir e se conformar com um papel limitador: só dizem respeito à escola coisas conversadas na mesma, durante a semana. Estudante leva a escola para onde vai, e traz a sua vida para a escola. Fim de semana é também para estudar, para pensar.
Fugindo da visão de que a escola prepara para a vida, escolhas fazem parte da vida, e com escola não é diferente. Quando se escolhe assistir Big Brother ao invés de ler um livro, conversar no Orkut ao invés de ir ao cinema, estamos fazendo escolhas. Fazer lição aos sábados não é o fim do mundo quando há uma organização prévia, quando se encara isso como um dever e responsabilidade dos meninos e meninas.
Vejam, as lições podem ficar mais ricas se ampliarmos a forma de registro ou síntese do conhecimento. Valoriza-se demasiadamente a escrita em detrimento de outras formas de expressão. Percebemos isso, durante a Educação Infantil, quando as crianças começam a escrever e seus professores permitem que deixem de lado a representação gráfica, ou seja, os desenhos. Às vezes, encantamo-nos com uma imagem, uma fotografia, um quadro, poesia ou música. Isso pode dizer mais do que um texto. O importante é comunicar e pensar no conhecimento. Talvez fosse um bom exercício para professores e familiares investirem nesse tipo de lição de casa, mais parafraseado!
Permitindo essa multiplicidade de respostas, podemos ver e provocar um debate interessante a respeito das diferentes formas como estabelecemos relações com o que aprendemos. A lição acaba se tornando um recurso importante para avaliarmos com os estudantes as formas de representação.
Na minha escola, a Estilo de Aprender, uma das professoras estudou com seu grupo de crianças com quatro anos algumas figuras da cultura popular brasileira (Boi Tatá, Negro d’água, etc). Como uma boa contadora de histórias, apresentava cada uma delas ao grupo. Acabou confeccionando, com seus estudantes, bonecos de pano. Ao construírem cada um deles, relembravam sua história e, ao final, todos sabiam perfeitamente as histórias incríveis de cada boneco.
Sorteavam entre eles quem levaria o boneco para casa. Antes de levá-lo, a professora dava a seguinte instrução: “Passe para frente a sua história”. As crianças dormiam, liam, assistiam TV, comiam com ele, levavam-no a restaurantes e a parques. As famílias surpreendiam-se com as histórias! Quem vai dizer que isso não é lição de casa? Essas crianças, esses estudantes, começaram muito bem a relação com a lição de casa, até dormem com ela!"
Por Marcelo Cunha Bueno, diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender
Publicado por renata em
4 de maio de 2006
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Agenda - Uma versão brasileira do evento que reúne discussões e apresentações de trabalhos em tecnologia social Cybersalon.org chegou ao Brasil. O Cibersalão acontecerá em diversas cidades brasileiras, a começar por Salvador em junho. Os palestrantes John Jordan e Richard Barbrook participam da primeira edição.
Após Salvador, o evento segue para São Paulo em julho, com o tema Tecnologia Reciclada. Estão previstos ainda eventos no Rio de Janeiro (Comunicativismo - agosto), Belém (Biopirataria - setembro), Recife (Pós-música - outubro), Tibau do Sul (Gênero e tecnologia - novembro) e Arapiraca (Net & Web Arte - dezembro).
Publicado por renata em
4 de maio de 2006
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Dica - Já pensou dar uma aula de cinema para seus alunos? A professora Eliane, pedagoga responsável pelo Curtas na Escola do Porta Curtas, dá a dica. Educadores podem usar curta-metragens na sala de aula com a ajuda de um portal de cinema e ainda publicar seu parecer pedagógico. Leia a dica da professora e lembre-se que outros sites, como o Klickeducação e a busca de vídeos do Yahoo!, também servem para encontrar conteúdo multimídia para a sala de aula.
"O site Porta Curtas cataloga três mil títulos de curtas-metragens brasileiros, contando com mais de 350 filmes disponíveis para apreciação, promovendo, assim, acesso e difusão da produção cultural nacional por meio da Internet.
Ocorre cada vez mais a busca de possibilidades pedagógicas que revigorem o processo de ensino-aprendizagem. Educadores apontam que o uso de filmes em sala de aula é um recurso bastante rico e, ao mesmo tempo, discute-se como a escola pode e deve introduzir a leitura das diferentes mídias em seu contexto, considerando que o acesso a diferentes fontes favorece o desenvolvimento do educando. Nesse contexto nasceu o Projeto Curtas na Escola, disponibilizando no site espaço para a indicação de pareceres sobre o uso pedagógico dos filmes, bem como, espaço para os professores compartilharem suas experiências e opiniões sobre os mesmos.
Uma equipe de pedagogos trabalha na indicação dos filmes para aplicabilidade em contexto educacional, apontando faixa etária, nível de ensino e disciplinas ou temas transversais e pedagogos colaboradores apresentam pareceres sobre como utilizá-los em diferentes contextos. Como princípio, busca-se garantir a diversidade de pontos de vista, possibilitando a construção de um painel com visões variadas sobre as obras. Por isso, o educador que se interessar em publicar um novo Parecer Pedagógico, sobre qualquer filme disponível no site, pode entrar em contato com naescola@portacurtas.com.br , disponibilizando, juntamente com seu parecer, um currículo para apresentação e créditos.
Acreditando que o trabalho em sala de aula requer reflexão constante sobre a prática, reflexão essa que se amplia por meio da socialização de opiniões e da interação, além da disponibilização das indicações e pareceres pedagógicos, criou-se um espaço para os professores a comentarem os filmes do ponto de vista pedagógico e/ou relatarem suas experiências com os mesmos em sala de aula, possibilitando um fórum para cada filme.
Encontrar o filme desejado ou pesquisar uma aplicabilidade pedagógica no Porta Curtas é bastante simples. O site conta com um sistema de busca que possibilita localizar um filme no acervo buscando por palavras dos títulos, sinopses e até dos roteiros dos filmes, e ainda por gêneros, temas, e nomes que constam nas fichas técnicas e elencos. O professor conta com a possibilidade de pesquisar filmes segundo as classificações de aplicabilidades, e até por palavras nos textos dos Pareceres, feita através da busca detalhada do site."
Por Eliane Candida Pereira, professora de São Bernardo do Campo - SP e pedagoga responsável pelo Curtas na Escola
Publicado por renata em
2 de maio de 2006
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