Notícia - Aconteceu no Congresso EducaRede, a conferência "Rumo às sociedades do conhecimento" com Antonio Rodriguez de Las Heras da Universidad Carlos III de Madrid (Espanha) e Cláudio Menezes da Divisão para a Sociedade da Informação - Unesco de Paris (França). A mediação foi de Sérgio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica. A conferência começou com a premissa polêmica do professor Las Heras de que "não estamos ainda em uma Sociedade do Conhecimento, estamos em transição de uma era industrial para a da informação".
Para o professor espanhol, "a característica da Sociedade de Informação é um processo de migração para o mundo digital e uma atividade como a educação não pode ficar à margem". "Precisamos ver o que há do outro lado do espelho, na tela dos nossos computadores, no novo mundo digital", completou.
Os dois especialistas concordaram, no entanto, que a mudança para uma sociedade do conhecimento não é um processo sem obstáculos. "Atualmente temos uma sociedade dual, há os que estão produzindo e tendo contato com computadores e há os que não têm acesso", disse Las Heras. "De nada vale o conhecimento se só uma minoria o tem", complementou ainda o professor. A tecnologia e a educação são as vias mais importantes para o conhecimento em uma sociedade de acordo com o professor.
Cláudio Menezes, da Unesco, começou concordando que "o conhecimento tem papel central no desenvolvimento das nações em um mundo globalizado". O especialista da Unesco recordou ainda os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Unesco. "O progresso em direção às Metas é modesto, mas há um toque de otimismo", afirmou Menezes. "A tecnologia educacional ainda não está madura, faltam instrumentos adequados", disse o representante da Unesco. O relatório da Unesco sobre as metas do milênio e a proposta para uma sociedade do conhecimento estão no site da organização.
Publicado por renata em
30 de maio de 2006
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