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« Uma linguagem de programação para educadores | Home | Põe pra rodar! » Ética online vira tema de debate nas escolas
Desde 2004, o Colégio I.L.Peretz ministra para os alunos de 5ª série a 8ª série aulas de ética na informática. Batizada de netiqueta, a disciplina é ministrada pela professora de Computação, Cleide Muñoz. A idéia para a disciplina surgiu durante um projeto de criação de blogs. Ao divulgarem seus endereços, os alunos notaram que recebiam comentários de todo tipo e reclamações começaram a surgir. A professora passou a falar durante suas aulas sobre ética na internet, enfatizando a importância de cada um ser responsável pelo que escreve. Cleide esclarece ainda os problemas do mau comportamento online, que pode gerar punições inclusive pela Justiça. Após o início dos debates, a professora afirma que os incidentes não aconteceram mais. Confira o relato de Cleide sobre a experiência. - Como foi o começo das aulas sobre comportamento na internet? Abordar um assunto como esse não pode ser confundido como frivolidade ou deslumbramento com a internet? O que pode ser dito para lembrar da importância desse assunto para os alunos? No começo do trabalho, faço uma roda de conversa e falo com os alunos sobre situações na internet que desagradam as pessoas. Por exemplo, hoje as pessoas, por meio de nossos computadores, entram nas nossas casas sem ao menos nos pedir licença. Já que também temos a possibilidade de entrar na casa das pessoas, que façamos isso da maneira mais educada possível. É extremamente desagradável receber uma pessoa mal educada em nossa casa, mas às vezes isso acontece, e essa pessoa pode ser mal educada até mesmo por não conhecer as regras de etiqueta. Na Internet pode acontecer da mesma forma. A partir daí, explico aos alunos regras de etiqueta na Internet. Mostro o quanto uma pessoa pode ser agredida por outros internautas e que, se ela não gostar, tem todo o direito de pedir às autoridades que tomem providências para que isso não ocorra mais. Enfatizo sempre que temos, sim, como chegar a uma pessoa que se esconde no anonimato e que hoje os órgãos de segurança já tem como garantir o auxílio adequado às pessoas que vêm sofrendo qualquer tipo de ofensa, ameaça ou preconceito, etc. Na verdade, quando trago dessa forma, há um tremendo desconforto entre os alunos, eles querem contar que já sofreram algum tipo de inconveniente, trazem exemplos e a partir da informação, as atitudes mudam. - Durante a experiência com os blogs, você afirma ter recebido também reclamações de pais sobre mau comportamento online nos blogs dos filhos. Você acha que os pais estão preparados para lidar com temas como o cyberbullying? O que os pais devem fazer para apoiar seu filho em casa seja no caso de mau comportamento ou de vítimas de mau comportamento? Acho que faltam informações tanto para os pais quanto para os filhos e, a partir do momento que essas informações fizerem parte do cotidiano das pessoas, elas terão muito mais facilidade em resolver seus problemas. - Como estão as aulas de netiqueta hoje? Você vê espaços para ampliação dessa discussão, tais como intervenção do governo ou legislação que impeça problema ou oriente os alunos? Os pais devem acompanhar o comportamento de seus filhos na internet, devem visitar a página do Orkut, conhecer as comunidades que eles participam. Se eles estiverem visitando sites inadequados, os pais devem discutir com eles porque consideram o site inadequado e não somente proibir. Enfim, como qualquer relação, deve haver diálogo em pais e filhos. A partir daí, tudo fica muito mais fácil e agradável. Publicado por renata em 10 de maio de 2006
Comentários Cleide, parabéns pelo seu trabalho. O assunto é atual, pertinente e merece a atenção dos educadores. Com certeza, discutir netiqueta remete à discussão do comportamento de nossos alunos fora na Internet também. E todos só têm a ganhar com isso. Abraço grande, Sônia Publicado por Sônia Bertocchi em 12 de maio de 2006 Excelente a iniciativa desta professora e da escola que implantou essa disciplina. Elas encontraram uma maneira inteligente de trabalhar com os temas transversais a partir das aulas de informática. É a prova concreta de que as essas aulas não precisam ser encaradas como aulas em que os alunos aprendem a utilizar o Word e o Excel (para isso, existem centenas de cursos de informática espalhados pelas cidades) mas sim um ótimo momento para se discutir valores como ética e cidadania. Publicado por Reinaldo Seriacopi em 15 de maio de 2006 Hoje muito mais que ensinar os conteúdos, temos que preparar os nossos alunos para a vida. Tanto a professora como a Escola estão de parabéns pela iniciativa e que sirva de exemplo. Publicado por Kátia Matsuda em 17 de maio de 2006 Muito interessante a iniciativa da professora CLeide,principalmente no momento em que somos invadidos por um turbilhão de informações e que muitas vezes não nos acrescenta nada de educativo. Publicado por Luciene Helena em 19 de maio de 2006 Sou professora de Informática também, só não tem Internet em minha Escola ainda, será implantada no segundo semestre e adotarei com toda certeza este método. Parabéns professora Cleide. Publicado por Valkiria Caly em 18 de julho de 2006 Ética na internet? Publicado por Harmensz Van Rin Morais de Assis em 22 de setembro de 2006 Ensinar não é fácil e educar mais difícil ainda; mas não ensina e não educa quem não define limites, quem não constrói democraticamente as linhas do que é e do que não é permitido. Publicado por Edicledes Cardoso Vieira em 24 de setembro de 2006 Educar é ajudar a construir caminhos para que nos tornemos mais livres, para poder fazer as melhores escolhas em cada momento. Se a tecnologia nos domina, caminhamos na direção contrária, da dependência dela.A tecnologia é importante, mas sempre é um meio, um apoio, não pode converter-se numa finalidade em si. Publicado por edicledes Cardoso vieira em 24 de setembro de 2006 Ética Publicado por Professor Roberto Grobman em 26 de setembro de 2006 Publique um comentário
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